domingo, 8 de fevereiro de 2004

VENHO DA BEIRA DO RIO

(Quintãs (Barrô)

-Venho da beira do rio,
De regar o meu nabal;
Uma silva me prendeu
O laço do avental.

-O laço do avental,
A renda do meu vestido,
Ó prima, ó rica prima,
Deixa-m`ir dormir contigo.

Deixa-m`ir dormir contigo,
Uma noite não é nada...
Eu entro pelo escuro
E saio de madrugada...

-Nem entras pelo escuro,
Nem sais de madrugada;
Eu sou rapariga nova,
Não quero andar difamada.

Não quero andar difamada,
Nem quero perder meu bem,
Não quero dar mau viver
Ao meu pai e à minha mãe.

Cancioneiro de Resende

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