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domingo, 13 de julho de 2008

stotd: Nouvelle Vague - In a Manner of Speaking



In a Manner of speaking
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing

In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that i feel about you
Is beyond words

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything

In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrificed

So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing.

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything



50x obrigado à P.F. pela partilha, mesmo que indirecta. Gostei muito.

sábado, 5 de julho de 2008

sotd: Goldfrapp - Felt Mountain - Utopia



Soundtrack of the day: Goldfrapp - Felt Montain - Utopia

"A utopia está lá no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela afasta-se dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."
Eduardo Galeano

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Tentei fugir da mancha mais escura

Tentei fugir da mancha mais escura
que existe no teu corpo, e desisti.
Era pior que a morte o que antevi:
era a dor de ficar sem sepultura.

Bebi entre os teus flancos a loucura
de não poder viver longe de ti:
és a sombra da casa onde nasci,
és a noite que à noite me procura.

Só por dentro de ti há corredores
e em quartos interiores o cheiro a fruta
que veste de frescura a escuridão...

Só por dentro de ti rebentam flores.
Só por dentro de ti a noite escuta
o que me sai, sem voz, do coração.

David Mourão-Ferreira

sábado, 28 de abril de 2007

Num Sonho de Águas Claras

eu quero a luz em vez de sombras
de argamassas e betão
mais quero o espaço em vez do vulto
que se avulta em alicerce
e pela arte de outro traço
desenhar outra morada
em delicado e puro gesto
pela mão do criador

os meus olhos adormecem
num sonho de águas claras
se morre o peixe e o verde seca
seca o verde deste chão
no degelo de outro mundo
quando é mais amargo o ar
e mais se alaga a terra ao fundo
e mais se alonga e sobra o mar

ir ao encontro outra vez
do perfume dos limões
olhar a sombra destes prados
em carmesim de cerejas
pela frescura das laranjas
pelo sabor de tangerinas
saborear teus lábios rubros
em leves tons de framboesa
depois
descobrir
depois
um astro em pomar de cores
sombreado pelas plantas
cheio de gente feliz
feliz tanto quanto eu sou
p’lo aroma da flor dos ramos
e pela serena presença
daquela mulher que eu amo

Fausto Bordalo Dias : A Ópera Mágica do Cantor Maldito

quarta-feira, 22 de outubro de 2003

água seca

contemplo-a lúgubre
porcelana douta
frágil
vórtice de desejo
anelo usurpador
do reduto
de minha mansidão
ávido pranto
funesto
que me afoga
em água seca

encapuzado extrovertido