sexta-feira, 30 de abril de 2004
......divinal...doce....sem segredos...Luiz Eduardo Robinson Achutti
Oi Lolita, legal ver "meus" seres voadores no teu caderno de
viagem do dia a dia da tua vida.
Espero que estejas bem.
Beijos.
Luiz
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quarta-feira, 28 de abril de 2004
segunda-feira, 26 de abril de 2004
MÃE
Ó mundo cruel, pára a guerra.
Hoje é o dia da mãe.
José Manuel Lopes da Fonseca (10 anos)
A tua presença, Mãe, é alegre e delicada como a da borboleta pairando sobre as flores de que gosta.
Adelino José dos Santos Pereira Almeida (10 anos)
Ó Mãe
teus dias são iguais aos das abelhas
Vai e vem, vai e vem, vai e vem...
Jorge Manuel Correia Rabaça (10 anos)
MÃE-Escola Preparatória Francisco Arruda
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ternuras extraordinárias
"Silêncio é o Barulho baixinho!..."
Sara Peixoto, 3 anos
"Um livro tem palavras que fazem sonhos."
Joana Cruz, 3 anos
"Poesia é uma coisa que não é a mesma coisa mas é igual"
Beatriz Bruno Antunes, 4 anos
"Este gelado até inverna as mãos."
Gonçalo Gonçalves, 4 anos
"Estou com tosse. Engoli frio um dia."
Inês Fernandes, 4 anos
"Eu faço magia quando abraço o meu pai.
Cláudio Almeida, 4 anos
"Quando o ar cheira bem é porque os autronautas no espaço estão a
comer rebuçados."
Gustavo Almeida, 5 anos
"O céu à noite é um lençol com estrelas."
Gustavo Almeida, 5 anos
"O Amor é o dobro."
João Cassola, 5 anos
"Os namorados são amigos de casamento"
Areana Semedo, 6 anos
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sábado, 24 de abril de 2004
Vergílio Ferreira
25 de Abril de 1989
25 Abril 1989 (terça). Hoje é festa de aniversário. A revolução faz 15 anos e está uma mulherzinha. De modo que todos lhe fazem olho com vistas a um futuro matrimónio estável. Os tropas estão furiosos e não desistem de casar com ela. Mas há outros concorrentes e espera-se que ela faça uma escolha sensata. Tropa mete maus tratos e ela é muito delicada para aguentar um regime de caserna. Aguardemos a sua opção definitiva. Se bem que seja já quase definitivo que ela se não incline para o quartel.
Ao mesmo tempo celebram-se os 100 anos do grande Salazar. Eu fiz uma brincadeira a propósito, como anoto atrás, mas ignoro ainda se houve escândalo no remanescente salazarista. Curiosamente começa-se agora a admitir que Salazar teve razão contra os comunistas. Teve-a, decerto, mas a posteriori. Ora é no tempo dele que a coisa se tem de olhar. Um dia contaram-me em rapaz uma história para eu pôr à prova o meu intelecto. Foi o caso que um guarda de um banco certo dia avisou os donos dele que sonhara que o banco ia ser assaltado no dia seguinte. Tomaram- se as providências e quando o banco foi de facto assaltado, capturaram-se os assaltantes, mas oguarda, depois de magnificamente recompensado, foi despedido. Porquê? Porque um guarda não deve deixar-se adormecer. Hoje Salazar poderia ser recompensado da sua prevenção. Mas deveria ser à mesma condenado pela sua repressão que não tinha razão de ser porque só hoje a poderia ter. Por mero acaso. Aliás, ou por isso, toda a sua repressão iria muito além dos comunistas e apanhou na rede imensa gente anticomunista, foi injustificável, até porque em parte alguma o comunismo triunfou mesmo após a guerra e não por opção de qualquer país mas por imposição à força. Não houve comunismo senão nos países de Leste por isso mesmo. E mesmo aí desmoronou-se. A ter razão, Salazar só a tinha tido aqui durante alguns anos. Mas o salazarismo não foi só isso. Foi uma submersão do país em beatério, medo da Pide, atraso cultural e sobretudo talvez a imposição de um modo de ser campónio. Salazar foi um atrasado ruralista, primitivo. É possível que a sua intervenção travasse salutarmente os desmandos da 1ª República, embora neles a reacção monárquica tivesse colaborado. Mas depois disso, jamais facilitou uma transição para um regime civilizado. E no domínio económico, tinha ódio à industrialização. 'Se quereis ser ricos, industrializai-vos. Mas não vo-lo aconselho'. Assim o disse e o fez. Do mesmo passo, com uma mentalidade antepassada, sustentou uma guerra absurda contra 'os chamados ventos da História'. Não promoveu uma progressiva autonomia das colónias, imobilizou-se num século de há séculos. Salazar foi grande à sua maneira. Inteligente, obstinado, disciplinado, organizador, honesto à sua maneira, impecável à sua maneira. Mas a sua maneira, sobretudo a partir dos primeiros anos, foi um erro histórico. Do mesmo modo a sua ajuda ao fascismo espanhol na guerra é altamente problemática num domínio de uma segura visão histórica. É ir depressa no julgar-se que de outro modo o comunismo se implantaria em Espanha, extravasando para aqui. A luta governamental não era a fortioria do comunismo. Estaline, aliás, fazilou os soviéticos que por lá andaram. Porquê? Salazar é uma figura histórica. Mas não chega para ter direito a um pedestal.
Tinha mais ideias engatilhadas, mas passaram-me e (Interrompido).
In 'Conta-Corrente' (nova série - I). Edição da Bertrand Editora.
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sexta-feira, 23 de abril de 2004
Miguel Torga
Coimbra, 25 de Abril de 1974 - Golpe militar. Assim eu acreditasse nos militares. Foram eles que, durante os últimos macerados cinquenta anos pátrios, nos prenderam, nos censuraram, nos apreenderam e asseguraram com as baionetas o poder à tirania. Quem poderá esquecê-lo? Mas pronto: de qualquer maneira, é um passo. Oxalá não seja duradoiramente de parada...
Coimbra, 27 de Abril de 1974 - Ocupação das instalações da Pide. Enquanto, juntamente com outros veteranos da oposição ao fascismo, presenciava a fúria de alguns exaltados que reclamavam a chacina dos agentes, acossados lá dentro, e lhes destruíam as viaturas, ia pensando no facto curioso de as vinganças raras vezes serem exercidas pelas efectivas vítimas da repressão. Há nelas um pudor que as não deixa macular o sofrimento. São os outros, os que não sofreram, que se excedem, como se estivessem de má consciência e quisessem alardear um desespero que jamais sentiram.
In 'Diário XII'. Edição do Autor
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Outra,
mas não esqueça de olhar o barquinho la embaixo...
Luiz Achutti
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...voe
Eu estava na Duna do Pyla no litoral atlântico francês, eu podia escutar os dialogos curtos dos voadores que se cruzavam.
O céu era azul e o mar também.
Luiz Achutti
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quinta-feira, 22 de abril de 2004
O perfume
- História de Um Assassino -
Levi Lúcio
O Perfume é, sem dúvida, um romance estranho. Tendo como palco uma excelente reconstituição da França do século XVIII, modos e hábitos sociais, a história transporta-nos através da vida de Grenouille, um homem que nasceu diferente, viveu diferente e morreu diferente. Dotado de um olfacto extraordinário, o personagem vive numa dimensão alternativa, utilizando o nariz onde o comum dos mortais utilizaria os cinco sentidos. Mais inquietante ainda é o facto de ele próprio ser desprovido de odor corporal, o que leva a sociedade a encará-lo com um misto de indiferença e horror.
Todo este mundo irreal e de certa forma sobrenatural acaba por ser um pretexto que o autor utiliza engenhosamente a fim de explorar as paixões básicas que movem a humanidade: o erotismo, o poder, a necessidade de afirmação e a procura de si próprio, retratada aqui na busca do perfume ideal. E embora esta seja a história de um assassino, o próprio nome o indica, os crimes acabam por diluir-se na globalidade do livro, como que desculpados pela pureza das intenções destituídas de qualquer tipo de moralidade. Essa frieza e resolução tornam-se mesmo assustadoras quando comparadas com as vidas das outras personagens que cruzam a história, de certa forma mesquinhas ao lado da de um monstro. A simplicidade com que Grenouille encara a vida é desarmante, e embora saibamos que se trata de uma aberração da natureza, consegue pôr em causa o conceito de vida e o porquê de viver. Enquanto os outros se entretêm em existências superficiais procurando apenas garantias materiais e sociais, ele quer saber quem é, e mesmo a adoração de todos de nada lhe serve quando chega à conclusão de que nunca se poderá descobrir. É a procura infrutífera da razão da existência que é debatida, pondo a nu inconsistências e perguntas por responder. É por este motivo que o fim deixa um travo amargo, já que não se retiram conclusões e só a dúvida fica no ar.
Trata-se de um livro que deve ser consumido de mente aberta, deixando de lado preconceitos e juízos de valor, porque só assim se poderá apreender a beleza de cariz mórbido que se desprende das páginas e a crítica subjacente: quanto somos frágeis e dependentes do nosso eu animal.
Patrick Suskind - Ed. Presença
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O Clube dos Bebedores do Chá...
Do bico da chaleira bojuda um pouco cansada escapava-se um leve vapor. Dessa estranha locomotiva imóvel exalavam-se assobiando todos os perfumes do mundo, das montanhas vermelhas da China às montanhas azuis da Índia, das veredas afegãs às pistas do deserto, dos poços africanos às margens egípicias. Apaixonado por "esta erva" divina que já celebrava James Boswell, Gilles Brochard fundou em 1922 o Clube dos Bebedores de Chá. É o autor de vários livros, entre os quais O Chá no Tinteiro e A Agenda do Chá.
Pequeno Tratado do Chá
Gilles Brochard
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quarta-feira, 21 de abril de 2004
divina em deambulações...selvagens...e
montanhas
a
parir
ratos...
emque tentam florir
ENTRE
O
lixo...
e
vão perdendo folhas
pelo sopro do vento
dodoirado ou dourado
...tanto faz...
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terça-feira, 20 de abril de 2004
TIME 100
CNN.com Specials - TIME 100
"Every day, millions of people go to work -- whether it is an office, a laboratory, an athletic field or a music studio -- but only a few rise to the top. The TIME 100 recognizes the world's elite in business, art, politics, science and other fields, men and women who have succeeded thanks to a combination of intelligence, hard work and good fortune."
Interessante...
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Pedófilo
Corrupto
Pedófilo
Corrupto
Politico
Politico
Corrupto
Pedófilo
Corrupto
Cumplicidades
Corrupção passiva…..
Apito dourado...
25 de Abril…ainda é…
…apetece-me escrever palavras difíceis…até ao infinito…
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segunda-feira, 19 de abril de 2004
PRINCE / MUSICOLOGY
para mais informações, clique na imagem.
MUSICOLOGY
Heard about the party now
Just east o' Harlem
Dougie's gonna b there
But u got 2 call him
Even the soldiers
Need a break sometimes
Listen 2 the groove ya'll
Let it unwind ur mind
No intoxication
Unless u c what eye c
Dancin hot n' sweaty
Right in font of me
Call it what u like
I'm gonna call it how it b
This is just another one
Of God's gifts
Musicology
Keep that party movin
Just like eye told you
Kick the old school joint
4 the true funk soldiers
Musicology
Wish eye had a dollar
4 everytime u say
Don't u miss the feeling
Music gave ya
Back in the day?
Let's Groove
September
Earth, Wind and Fire
Hot Pants by James
Sly's gonna take u higher
Minor keys and drugs
Don't make a rollerskate jam
Take ur pick - turntable or a band?
If it ain't Chuck D
or Jam Master Jay
Know what?
They're losin'
'Cause we got a PhD in
Advanced Body Movin'
Keep the party movin'
Just like eye told u
Kick the old school joint
4 the true funk soldiers
Musicology
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domingo, 18 de abril de 2004
moustaki...também cantou Abril...
La poesie devient chanson
quand elle colle à la vie.
Lorsqu'elle se fait miroir des idées,
des préoccupations du moment.
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sábado, 17 de abril de 2004
Caetano com novo disco...
Já está nas lojas o novo disco de Caetano Veloso, A Foreign Sound. A Universal Music preparou o lançamento simultâneo do álbum no Brasil e nos Estados Unidos. A gravadora, juntamente com grandes lojas de discos de São Paulo e do Rio de Janeiro, publicaram anúncios nos jornais de circulação nacional divulgando que o CD já está à venda.
Muitas vezes adiado, o disco dedicado ao repertório americano vem sendo acalentado pelo cantor desde quando morou em Londres, de 1969 a 1972, exilado do País após ser preso pela ditadura.
"Não tive nenhuma razão que me determinasse lançá-lo agora. A não ser que tomasse a decisão de não fazê-lo numa das várias vezes que desisti dele para sempre."
Caetano coloca seu sotaque em 23 faixas que somam mais de 75 minutos, numa seleção classificada por ele de "alienígena". Tem Bob Dylan, Kurt Cobain, Irving Berlin, Duke Ellington, Cole Porter, Elvis Presley, George e Ira Gershwin, Paul Anka, Stevie Wonder, Jerome Kern, Richard Rodgers, Arthur Hamilton assinando maravilhas que "já foram cantadas pelos melhores", segundo reconhece o cantor.
"Não supunha que pudesse fazer nada de relevante. Pode ser que minhas gravações suscitem algum interesse enviesado. Não espero mais do que isso." Os shows de lançamento do disco em São Paulo serão a partir do dia 14 de maio; Caetano ficará na Sala São Paulo por três fins de semana.
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Cientista desenvolve programa para entender as vacas
Um cientista alemão aposentado, de 62 anos, está criando um programa de computador com o objetivo de interpretar a linguagem das vacas e saber como elas estão de saúde.
De acordo com o jornal australiano The Age, que não revelou o nome do inventor, a intenção dele é fazer com que fazendeiros e criadores de gado em geral conheçam melhor seus animais. Segundo o cientista, a correta interpretação do mugido pode ajudar a detectar doenças cedo.
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Luís Sepulveda
História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar
Sinopse
«Esta é a história do gato Zorbas. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr. Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que faz nesse momento dramático: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota...
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Títol: l’Ull del Temps
Any: 1949
Materials: platí, robins naturals, diamants i rellotge en moviment model Movado 50SP
Mides: 4 x 6 x 1,7 cm
Núm. Inventari: 5162
Ubicació: Dalí·Joies, al Teatre-Museu Dalí de Figueres.
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Le Petit Prince vit avec sa rose une histoire d'amour difficile. Sa rose est eneffet souvent "capricieuse", parfois "orgueilleuse" et dans tous les cas, "pas trop modeste". Elle exige ses petits déjeuners quand elle a faim, son paravent pour les courants d'air et son globe dès que le froid se fait sentir ! Et le Petit Prince s'exécute avec bonne volonté jusqu'au jour où cette situation le rend trop malheureux. Il décide alors de voyager pour découvrir l'univers. Ce voyage lui apprendra une des choses les plus importantes pour lui : son amour pour sa rose. Le renard son ami, sage de son expérience, lui révèle un précieux secret. Ce secret est aujourd'hui un des plus connus au monde ("même si les hommes ont oublié cette vérité").
C'est grâce au Petit Prince que tout le monde se souvient de cette maxime :
L'essentiel est invisible pour les yeux.
Or, vous souvenez-vous de ce qui suit ?
C'est le temps que tu as perdu pour ta rose qui fait ta rose si importante.
Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé.
Tu es responsable de ta rose...
Ainsi c'est le renard qui lui fait comprendre que sa rose est unique au monde et le Petit Prince se rend compte, avec un peu de recul, qu'il était "trop jeune pour savoir l'aimer".
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quinta-feira, 15 de abril de 2004
...Pai vou ler para ti novamente...um bocadinho....sei que vais adorar...
-Me diga uma coisa.Todo o mundo sabe que você fala?
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- Não. Só você.
- Verdade?
- Posso jurar. Uma fada me disse que quando um menininho igualzinho a voçê ficasse meu amigo, que eu ía falar e ficar muito feliz.
- E voçê vai esperar?
- O quê?
- Até eu me mudar. Vai demorar mais de uma semana. Será que que voçê não vai esquecer de falar nesse tempo?
- Nunca mais. Isto é, para você só. Você quer ver como eu sou macio?
- Como é que...
- Monte no meu galho.
Obedeci.
- Agora, dê um balancinho e feche os olhos.
Fiz o que mandou.
- Que tal? Você alguma vez na vida teve um cavalinho melhor?
- Nunca é uma delícia. Até vou dar o meu cavalinho Raio de Luar para meu irmão menor. Você vai gostar muito dele, sabe?
Desci adorando o meu pé de laranja lima.
((José Mauro de Vasconcelos)
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ao meu Pai...Joaquim...
que amanhã...fazia anos...da sua princesa...espero pela resposta agarrada a uma...folhinha...que faz retorno...e me vai mimar...o rosto...em forma de brisa...suave...vou achar que é um beijo teu...
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Adriano
Revolução e desencanto
Para Adriano Correia de Oliveira, a canção era não apenas uma arma, mas uma forma quase confessional de estar na vida. Ele mesmo o afirmava: “Pratico aquilo que digo na canção. É uma condição fundamental. O importante é que na vida haja coerência absoluta. Os cantores têm a obrigação de se comportar de acordo com o que cantam, embora não mais do que o indivíduo que ouve e adere à canção. O objectivo é que a canção pertença a todos. Eu, por exemplo, no meu comportamento pessoal de vez em quando falho. O que não quer dizer que não me reprove quando isso acontece. Onde eu estiver, quero ser eu. A única coisa que eu entendo que devo exigir, seja onde for, é que me deixem fazer aquilo que eu quero”.
Após o 25 de Abril, Adriano entregou-se à revolução emergente com a mesma generosidade com que havia estado na resistência ao fascismo. Ao lado de Manuel Freire, Zeca Afonso, Fausto e muitos outros, percorreu o país de ponta a ponta nos meses que se seguiram à queda do fascismo. Militante do Partido Comunista, esteve disponível sempre que era chamado, muitas vezes para lugares onde a sua mensagem não era acolhida de bom grado. Por mais do que uma vez esteve à beira de situações que envolviam algum perigo, nomeadamente durante o “Verão quente” de 1975 – nos Açores, chegou a ser perseguido, juntamente com Carlos Paredes, por bandos de arruaceiros – mas enfrentou-as com a mesma dignidade e coragem que revelou possuir nos tempos da ditadura.
Mas o “bom gigante” não conseguiu escapar às malhas da intriga e do oportunismo em que se enredaram alguns dos seus pretensos amigos. E é assim que, em 1981, é expulso da cooperativa Cantarabril, de que foi fundador, perante a revolta impotente de alguns (Carlos do Carmo, Manuel Branco, Ary dos Santos, Paredes, Luís Cília e poucos mais) e o silêncio cúmplice de muitos. O próprio PCP (que, na prática, controlava a Cantarabril) foi frequentemente injusto para com ele. Compreende-se: Adriano era amigo dos seus amigos e não ligava nenhuma às acusações de “esquerdismo” que o seu partido então fazia a cantores como José Afonso, Fausto, Sérgio Godinho ou José Mário Branco. De igual modo, não hesitou em mostrar-se solidário com o jornalista Júlio Pinto, quando este foi despedido de “O Diário” e expulso do PCP, ou com os activistas do PRP Carlos Antunes e Isabel do Carmo, em greve de fome na prisão.
Tudo isto o tornou incómodo para a ortodoxia do aparelho comunista, mas nem assim alguma vez criticou publicamente o seu partido. Apenas aos amigos mais chegados desabafava: “Se quiserem tirar-me o cartão [do partido], que tirem. Antes do 25 de Abril também não o tinha e não era menos comunista por causa disso”. Mas serão estas pequenas coisas, juntamente com a “normalização” social e política que se seguiu ao 25 de Novembro, que farão crescer nele um imenso desencanto, que tentava contrariar com um excessivo consumo de álcool e sucessivos projectos musicais e discográficos. No entanto, apenas conseguiu concretizar um deles, Cantigas Portuguesas, em 1980, com arranjos e produção de Fausto – que também já colaborara no único outro LP que Adriano gravou depois do 25 de Abril, Que Nunca Mais, de 1975, com poemas de Manuel da Fonseca.
Os últimos tempos passou-os na casa dos pais, em Avintes, o tal “sítio mais bonito do mundo”. Teve tempo ainda para reencontrar velhos amigos, como Manuel Alegre, a quem ofereceu o seu último disco com uma dedicatória esclarecedora: “Em nome do que aprendi contigo aqui fica a certeza de que ninguém nos vai separar e que vamos fazer mais e melhor.” Já não teve tempo para tal. Padecia de cirrose e morreu a meio da tarde de 16 de Outubro de 1982, nos braços da mãe.
Viriato Teles
Texto publicado no semanário “GrandAmadora”, 6-4-2000
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...mais vale tarde ...do que nunca...é bonito!..Abril..também ainda é...mês...é claro!...e última hora...
Depois de almoço com Durão Barroso
José Saramago dá por encerrado conflito com o actual Governo
Lusa
O escritor José Saramago garantiu hoje que o conflito que o opôs ao Governo liderado pelo PSD "é um assunto encerrado" e que as relações com aquele partido "estão totalmente normalizadas", depois de um almoço com o primeiro-ministro, Durão Barroso.
A polémica que envolveu o escritor e o Governo remonta a 1992, na época da maioria absoluta PSD de Cavaco Silva, altura em que o então subsecretário de Estado da Cultura Sousa Lara afastou o livro de Saramago "Evangelho Segundo Jesus Cristo" da candidatura a um prémio literário por considerar que atentava contra a moral cristã.
O tema voltou à ribalta em 2002, durante a campanha eleitoral para as legislativas, quando José Saramago, militante comunista, afirmou que não tencionava aparecer em nenhum acto oficial, caso o PSD ganhasse as eleições.
Há cerca de duas semanas, o actual primeiro-ministro - que integrava o Governo de Cavaco Silva - condenou, em declarações ao jornal "Expresso", os processos que no passado discriminaram Saramago "por causa das suas opções individuais".
Hoje, o escritor almoçou em São Bento, residência oficial do primeiro-ministro e deu o conflito por encerrado.
"Isso é um assunto encerrado. Depois da declaração que o primeiro-ministro fez há cerca de duas semanas, considero o assunto encerrado e não tenciono proferir mais nenhuma declaração", afirmou José Saramago.
Aos jornalistas, o Nobel da Literatura assegurou que as relações com o PSD "estão totalmente normalizadas", sublinhando que a sua atitude no passado nada teve a ver com actividades partidárias. "Se o mesmo tivesse sucedido com o PS ou com o meu próprio partido [PCP], a minha posição seria exactamente a mesma".
Também o chefe de Governo garantiu que o conflito "está encerrado", embora tenha lembrado que a polémica não o envolveu directamente, já que na altura assumia as funções de secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.
Afirmando que nunca se deve, do ponto de vista político, condicionar a liberdade de criação, Durão Barroso sublinhou que José Saramago é "um dos maiores escritores contemporâneos" e alguém que já fez muito pelo país.
Durão Barroso aproveitou ainda a ocasião para anunciar a criação da Cátedra José Saramago na Universidade Autónoma do México, destinada a divulgar a cultura e língua portuguesas. "Vamos formalizar essa cátedra em Maio, durante a minha visita oficial ao México", adiantou o chefe de Governo, acrescentando que o próprio José Saramago irá, depois, inaugurá-la.
No almoço em São Bento estiveram presentes os ministros da Cultura e dos Negócios Estrangeiros, Pedro Roseta e Teresa Gouveia, respectivamente. Inácio Rosa/Lusa
Durão Barroso sublinhou que Saramago é um dos maiores escritores contemporâneos e alguém que já fez muito pelo país.
(última hora- Público)
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...ainda é Abril...ultima hora-Público
Iniciativa integrada nos 30 anos do 25 de Abril
Durão Barroso fala hoje no Porto sobre a "revolução dos cravos"
Lusa
O primeiro-ministro, Durão Barroso, fala hoje, no Porto, sobre o 25 de Abril de 1974, numa iniciativa do município portuense integrada nas comemorações dos 30 anos da "revolução dos cravos".
A conferência vai ter um painel de personalidades que questionarão o primeiro-ministro sobre aquela data histórica.
Entre os membros do painel destacam-se o primeiro presidente da Câmara do Porto eleito, Aureliano Veloso; os deputados portuenses Alberto Martins, do PS, e Honório Novo, da CDU; o escritor Mário Cláudio; a cientista Maria de Sousa; o professor Nuno Grande; e os presidentes do BPI e da CIN, Artur Santos Silva e João Serrenho.
Além do Presidente da República, Jorge Sampaio, que participou na conferência de abertura, já participaram nestes debates os ex-primeiros-ministros Vasco Gonçalves e Maria de Lourdes Pintassilgo.
Estão ainda previstas conferências com Francisco Pinto Balsemão (27 de Maio), Ramalho Eanes (14 de Outubro) e Mário Soares (18 de Novembro). Inácio Rosa/Lusa
A conferência vai ter um painel de personalidades que questionarão o primeiro-ministro sobre aquela data histórica.
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terça-feira, 13 de abril de 2004
Comunicação
Como um poente congestionado
De vagalumes irreais
É o sete-estrelo desenfreado
Rosa de chamas descomunais
Saltam-lhe os pulsos como foguetes
As mãos são Vestes embriagadas
Parando as cenas dos banquetes
Em saturnais carbonizadas
Incham-lhe o seios como mechas
De Salomé desintegrada
Por quem cem líricos lamechas
Ficam ardendo sem dar por nada
Uma manada de trovões
Leva a cidade nos seus cornos
Assam marquesas nos salões
Como perus dentro dos formos
Os rechonchudos anjos das casas
Expiam crimes ancestrais
Mamando restos de leite em brasa
Nos esqueletos maternais
As salamandras uterinas
Queimam devassos nas suas camas
Com que celebram fesceninas
E derradeiras núpcias de chamas
Os acedémicos no espeto
Fazem um esforço de memória
Para manterem o esqueleto
Em ademanes de oratória
Em catedrais de mil archotes
Numa lúxuria de extrema-unção
Um frenesi de sacerdotes
Tem um orgasmo de Inquisição
As labaredas quais proxenetas
Dos cidadãos mais importantes
Levam incêndios de meias pretas
A mercadores de diamentes
Logo que estoura algum ministro
E a sua alma estruma os campos
Rebenta um trigo mais sinistro
Nesta seara de pirilampos
Nos semicúpios incandescentes
Dos seus tesouros derretidos
Os milionários têm repentes
Têm remorsos de homens falidos
E um Desejado de lua nova
Noiva da Pátria vem finalmente
Buscar a noiva para a sua cova
E dá-lhe a Morte como presente
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segunda-feira, 12 de abril de 2004
...as...
...são sempe horas para não ter horas...e o tempo das horas não chegar...e despertar com o canto do...pousado...sem horas nos fios...das horas....agora com a primavera...a chegar...
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domingo, 11 de abril de 2004
sábado, 10 de abril de 2004
...e para os afilhados...
O Principezinho
...A raposa e o principezinho *
"- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Não estou presa...
(...)
O que é que «estar preso» quer dizer?
- É uma coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho. - Sabes, há uma certa flor... tenho a impressão que estou preso a ela...
- É bem possível - disse a raposa. - Vê-se cada coisa cá na terra...
(...)
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de Sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve para nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor... prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito... São precisos rituais.
(...)
Foi assim que o pricipezinho prendeu a si a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - Ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
(...)
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. - Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer."
....
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...a para variar...
Grito de Alerta.
(Gonzaguinha).
Primeiro você me azucrina,
Me entorta a cabeça,
Me bota na boca um gosto amargo de fel.
Depois vem chorando desculpas,
Assim meio pedindo,
Querendo ganhar um bocado de mel.
Não vê que então
Eu me rasgo, engasgo, engulo,
Reflito e estendo a mão.
E assim nossa vida é um rio secando,
As pedras cortando,
E eu vou perguntando até quando.
São tantas coisinhas miúdas
Roendo, comendo,
Arrasando aos poucos o nosso ideal.
São frases perdidas num mundo
De gritos e gestos,
Num jogo de culpa que faz tanto mal.
Não quero a razão pois eu sei
O quanto estou errado,
O quanto já fiz destruir.
Só sinto no ar
O momento em que o copo está cheio
E que já não dá mais pra engolir.
Veja bem,
Nosso caso é uma porta entreaberta,
Eu busquei a palavra mais certa,
Vê se entende o meu grito de alerta.
Veja bem,
É o amor agitando meu coração,
Há um lado carente dizendo que sim
E essa vida da gente gritando que não.
Veja bem,
Nosso caso é uma porta entreaberta,
Eu busquei a palavra mais certa,
Vê se entende o meu grito de alerta.
Veja bem,
É o amor agitando meu coração,
Há um lado carente dizendo que sim
E essa vida da gente gritando que não.
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...e as cegonhas...
continuam a fazer os seus ninhos...e a sonhar...
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..falamos da gastronomia....e artesanato...
Açorda à Alentejana
Ingredientes
Para 4 pessoas
1 bom molho de coentros (ou um molho pequeno de poejos ou uma mistura das duas ervas)
2 a 4 dentes de alho
1 colher de sopa bem cheia de sal grosso
4 colheres de sopa de azeite
1,5 litro de água a ferver
400 g de pão caseiro (duro)
4 ovos
Confecção:
Pisam-se num almofariz, reduzindo-os a papa, os coentros (ou os poejos) com os dentes de alho, a que se retirou o grelo, e o sal grosso.
Deita-se esta papa na terrina ou numa tigela de meia cozinha, que neste caso fará ofícios de terrina.
Rega-se com o azeite e escalda-se com água a ferver, onde previamente se escalfaram os ovos (de onde se retiraram).
Mexe-se a açorda com uma fatia de pão grande, com que se prova a sopa. A esta sopa dá-se o nome de «sopa azeiteira» ou «sopa mestra».
Introduz-se então no caldo o pão, que foi ou não cortado em fatias ou em cubos com uma faca, ou partido à mão, conforme o gosto.
Depois, tapa-se ou não a açorda, pois uns gostam dela mole e outros apreciam as suas sopas duras.
Os ovos são colocados no prato ou sobre as sopas na terrina, também conforme o gosto.
* A açorda é, fora do Alentejo, o prato mais conhecido da culinária alentejana. Vai à mesa do pobre e do rico e raro é o dia em que não constitui o almoço do trabalhador rural. Tem muitas variantes, mais influenciadas pela mudança de estações do que, como é regra em cozinhas tradicionais, de terra para terra. É sempre um caldo quente e transparente, aromatizado com coentros ou poejos, ou os dois, alhos pisados com sal grosso e condimentado com azeite.
Dão-lhe consistência fatias ou bocados de pão de trigo, de preferência caseiro e duro. Acompanha-se geralmente com ovos escalfados, que também podem ser cozidos, e azeitonas. Muitas vezes, na água utilizada já se cozeu uma posta de pescada ou de bacalhau.
Também pode ser acompanhada com sardinhas assadas ou fritas e, no Outono, é muitas vezes enriquecida com tiras finas de pimento verde, que se escaldam com a água ao mesmo tempo que as ervas, e acompanhada com figos maduros ou um cacho de uvas brancas de mesa.
fonte: Editorial Verbo
Roteiro Gastronómico de Portugal
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...lembramos...que ainda é...Abril...
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
--------------------------------- e Zeca Afonso
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...falamos de Bresson...
"Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração"
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...leituras...lemos Manuel Bandeira...
"...o sol tão claro lá fora,
o sol tão claro, Esmeralda,
e em minhalma — anoitecendo."
Pardalzinho
O pardalzinho nasceu
Livre. Quebraram-lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa,
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo Sacha enterrou
No jardim; a alma, essa voou
Para o céu dos passarinhos!
Andorinha
Andorinha lá fora está dizendo:
— "Passei o dia à toa, à toa!"
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa . . .
Porquinho-da-Índia
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .
— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
...e como não podia deixar de ser...
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
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