quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004

...a mãe comigo na barriga...



...às vezes eu gostava de estar ali...no...esconder-me ali...mas sempre criança...com a ingenuidade do ser criança...e não ter que passar pelo mal entendido...do que sentiu mal a minha pureza...a minha vontade de dar...e me identificou como um adulto sem carácter...prepotente...pronto a engolir a sua privacidade...a sua alma...a sua ternura...para a chicotear...sei lá...ter a facilidade de me refugiar ali...e proteger-me das dúvidas...que assarapantam o adulto...cheio de impostas coisas do normal quotidiano...tão normal que já não pensa sequer....ou põe em dúvida...não...não era isto que me queria transmitir...era algo bonito...doce...e meigo...sem o acuso...praça pública do que decido...penso...e faço lei... e condeno...quero ir para esse lugar recôndito e onde tudo ainda é considerado inocente...e puro...e ficar ali...escondidinha e a mergulhar...no principiar...

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