MARGINAL
Tempos estes de agonia
Em que fútil persegues teus intentos
Auguro ode lúgubre a teu destino
Rugindo em desafinados instrumentos
Ergue-te e caminha
Dilacerando teus desvios
Apruma tua conduta
Ab-roga os desvarios
Enjeita o que não és
Aquece o teu coração
Abraça sem medo o Sol
Ganha de novo a razão
No nada tudo te falta
O tudo nunca te é demais
Temo que tudo percas
E te juntes aos marginais
Texto e foto: encapuzado extrovertido

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