O porto a quatro cores
"Fode-me a cona, mas não me fodas a alma," foi mesmo assim que ela pediu. Não a mim, é que nem fiquei a saber a quem. Ela estava a contar-me uma história e eu fiquei com aquela frase a fazer eco dentro da minha cabeça. Numa esplanada da Foz, a beber chá de hortelã-pimenta e a olhar o mar, disso lembro-me perfeitamente, eu que nunca tinha estado no Porto e não sabia que havia mar assim, apesar do mar, onde quer que seja, ser sempre o mar e eu não ser poeta...
Viver todos os dias cansa
Pedro Paixão

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