terça-feira, 28 de outubro de 2003

espirais fecundas

Examino as palavras que escrevo
seguindo-as como a um balão
que se soltou do cordão que o cativava
e feliz se tornou errante.

Elas nascem da ponta dos meus dedos
quais espirais de ondas que se espraiam,
sobre a terra em que mergulhos cortantes
ferem como arado que golpeia os céus.

E enquanto faço o poema renascer
nessas paisagens que apenas imagino,
germina já nele a semente da palavra
e talvez em ti o sentimento que transmito.

poema: esparadrapo

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