quinta-feira, 12 de abril de 2007

Iuri Gagarin : o primeiro homem a viajar pelo espaço

Iuri Alieksieievitch Gagarin (Klushino, 9 de Março de 1934 — Kirzhach, 27 de Março de 1968) foi um cosmonauta soviético e o primeiro homem a viajar pelo espaço, em 12 de Abril de 1961, a bordo da Vostok I, uma nave que pesava 4725 quilos.



Foi há 46 anos.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

segunda-feira, 9 de abril de 2007

3D Music Video

animação digital 3D
fantástico!

domingo, 8 de abril de 2007

Eritreia proíbe a excisão feminina

89% das mulheres são excisadas, prática que consiste na remoção do clítoris das mulheres, islamizadas e cristianizadas, deste país africano.

O código penal da Eritreia passa a punir, com efeitos desde 31 de Março, «quem exija, incite ou promova a excisão, ou quem tenha conhecimento desta prática e não informe as autoridades» (a média de idades das vítimas situa-se entre os seis e os dez anos).

Segundo dados da Unicef três milhões de meninas são mutiladas por ano e a Organização Mundial de Saúde contabiliza em 150 milhões o número de mulheres já excisadas.

Esta prática vergonhosa ainda existe em 28 países, principalmente africanos.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Noah takes a photo of himself every day for 6 years

"January 11, 2000 - July 31, 2006
2356 Days
A work in progress"



Admirável...

domingo, 11 de fevereiro de 2007

140 anos depois...


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Web 2.0 ... The Machine is Us/ing Us

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Brasil Real

Marcola é o chefe dos "gangs" brasileiros que puseram S. Paulo a ferro e fogo.

Entrevista dada ao Jornal O GLOBO por "Marcola", o líder do PCC

Coluna: Arnaldo Jabor


- "Você é do PCC?"

- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível... vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era mole resolver o problema da miséria...

O diagnóstico era óbvio:
migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias.
A solução que nunca vinha... Que fizeram ? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto... Leio Dante na prisão...

- Mas... A solução seria...

- Solução? Não há mais solução, cara... A própria ideia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo?
Solução como?

Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento económico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC...) e do Judiciário, que impede punições.

Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até Conference Calls entre presídios...) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país.

Ou seja: é impossível. Não há solução.

- Você não têm medo de morrer?

- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar... Mas eu posso mandar matar vocês lá fora... Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba... Estamos no centro do Insolúvel, mesmo...
Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira.
Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala... Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói"?

Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha...
Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né?

Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante... Mas meus soldados

todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país.

Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.

Vocês não ouvem as gravações feitas "com autorização da Justiça"?
Pois é.
É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria.
Isso.
A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, Internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma
mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

- O que mudou nas periferias?

- Grana.

A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas"... Ha, ha...
Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes.
Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos.
Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha.

Nós não tememos a morte.
Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa.

Vocês têm mania de humanismo.
Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

- Mas o que devemos fazer?

- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó!

Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso?

O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos,

empregando 40 mil picaretas.

O Exército vai lutar contra o PCC e o CV?

Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... Pra acabar com a gente, só jogando bomba atómica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo... Já pensou?Ipanema radioativa?

- Mas... não haveria solução?

- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... na boa... na moral... Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês... não têm saída.

Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê?

Porque vocês não entendem nem a extensão do problema.

Como escreveu o divino Dante:

"Lasciate ogni speranza voi che entrate!"
"Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno. "

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Massacre de golfinhos no Japão

Uma barbaridade. Como acabar com este massacre?

Dolphin massacre in Japan

terça-feira, 17 de outubro de 2006

100 euros... eu e a política

Em cada 100 euros que o patrão paga pela minha força de trabalho, o Estado, e muito bem, tira-me 20 euros para o IRS e 11 euros para a Segurança Social.

O meu patrão, por cada 100 euros que paga pela minha força de trabalho é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75 euros para a Segurança Social.

E por cada 100 euros de riqueza que eu produzo, o Estado, e muito bem, retira ao meu patrão outros 33 euros.

Cada vez que eu, no supermercado, gasto os 100 euros que o meu patrão pagou, o Estado, e muito bem, fica com 21 euros para si.


Em resumo:

  • Quando ganho 100 euros, o Estado fica quase com 55
  • Quando gasto 100 euros, o Estado, no mínimo, cobra 21
  • Quando lucro 100 euros, o Estado enriquece 33
  • Quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso

Eu pago e acho muito bem, portanto exijo:

  • Um sistema de ensino que garanta cultura, civismo e futuro emprego para os meus filhos;
  • Serviços de saúde exemplares. Um hospital bem equipado a menos de 20 km da minha casa;
  • Estradas largas, sem buracos e bem sinalizadas em todo o país;
  • Auto-estradas sem portagens;
  • Pontes que não caiam;
  • Tribunais com capacidade para decidir processos em menos de um ano;
  • Uma máquina fiscal que cobre igualitariamente os impostos;
  • Eu pago, e por isso quero ter, quando lá chegar, a reforma garantida, jardins públicos e espaços verdes bem tratados e seguros;
  • Polícia eficiente e equipada;
  • Os monumentos do meu País bem conservados e abertos ao público;
  • Uma orquestra sinfónica;
  • Filmes criados em Portugal.
  • E, no mínimo, que não haja um único caso de fome e miséria nesta terra.

Na pior das hipóteses, cada 300 euros em circulação em Portugal garantem ao Estado 100 euros de receita.

Portanto, Sr. Primeiro-Ministro, governe-se com o dinheirinho que lhe dou porque eu quero e tenho direito a tudo isto.

Um português contribuinte.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Só de sacanagem

Meu coração está aos pulos;
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar,
malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro,
que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais,
esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz,
mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar
e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste:
esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo,
com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba" e eu vou dizer:
Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram?
IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo
mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!


Elisa Lucinda, 12 de agosto de 2005

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Toca a desenrolar o piano

O "roll up piano" é composto por 49 teclas, oito instrumentos de percussão, 120 sons e 100 ritmos pré-gravados. O tempo pode ser ajustado de 40 a 208 batidas. Mede 76 x 16 x 0.5 cm e pesa 636gr. Custa $45 dólares e pode ser adquirido, para além de muitos outros produtos interessantes, na página da USB Geek.

Para tocar basta desenrolar e ligar à porta USB.

fonte: EverythingUSB

domingo, 1 de outubro de 2006

Uma máquina extraordinária

O artista Sascha Pohflepp é o criador do projecto Buttons, ou "Câmara Cega".
Esta interessante e diferente máquina não tira fotografias como uma câmara normal. O que ela realmente faz é memorizar a hora em que a foto foi tirada, e logo a seguir liga à Internet para encontrar outras fotos que tenham sido tiradas naquele preciso momento. A câmara usa um SonyEricsson k750i que se liga a um servidor na web e procura as fotos no Flickr.

Veja este vídeo demonstrativo.

curioso...

fonte: We Make Money Not Art.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

PenDrive Ecológico

O "Wooden Memory Sticks", lançado pela a holandesa Oooms, pretende ser um PenDrive diferente.

É feito de madeira verdadeira e existe com três capacidades diferentes: 256MB, 512Mb e 1GB.

Cada pendrive mede aproximadamente 2cm x 2cm x 10cm e usa uma ligação USB 2.0.

O Wooden Memory Stick pode ser comprado no site da Oooms e custa entre $57 e $88 dólares.

Original...

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

É o Que a Gente Leva Desta Vida...

A persistência instintiva da vida através da aparência da inteligência é para mim uma das contemplações mais íntimas e mais constantes. O disfarce irreal da consciência serve somente para me destacar aquela inconsciência que não disfarça.

Da nascença à morte, o homem vive servo da mesma exterioridade de si mesmo que têm os animais. Toda a vida não vive, mas vegeta em maior grau e com mais complexidade. Guia-se por normas que não sabe que existem, nem que por elas se guia, e as suas ideias, os seus sentimentos, os seus actos, são todos inconscientes - não porque neles falte a consciência, mas porque neles não há duas consciências.

Vislumbres de ter a ilusão - tanto, e não mais, tem o maior dos homens.

Sigo, num pensamento de divagação, a história vulgar das vidas vulgares. Vejo como em tudo são servos do temperamento subconsciente, das circunstâncias externas alheias, dos impulsos de convívio e desconvívio que nele, por ele e com ele se chocam como pouca coisa.

Quantas vezes os tenho ouvido dizer a mesma frase que simboliza todo o absurdo, todo o nada, toda a insciência falada das suas vidas. É aquela frase que usam de qualquer prazer material: «é o que a gente leva desta vida»... Leva onde? leva para onde? leva para quê? Seria triste despertá-los da sombra com uma pergunta como esta... Fala assim um materialista, porque todo o homem que fala assim é, ainda que subconscientemente, materialista. O que é que ele pensa levar da vida, e de que maneira? Para onde leva as costoletas de porco e o vinho tinto e a rapariga casual? Para que céu em que não crê? Para que terra para onde não leva senão a podridão que toda a sua vida foi de latente? Não conheço frase mais trágica nem mais plenamente reveladora da humanidade humana. Assim diriam as plantas se soubessem conhecer que gozam do sol. Assim diriam dos seus prazeres sonâmbulos os bichos inferiores ao homem na expressão de si mesmos. E, quem sabe, eu que falo, se, ao escrever estas palavras numa vaga impressão de que poderão durar, não acho também que a memória de as ter escrito é o que eu «levo desta vida». E, como o inútil cadáver do vulgar à terra comum, baixa ao esquecimento comum o cadáver igualmente inútil da minha prosa feita a atender. As costoletas de porco, o vinho, a rapariga do outro? Para que troço eu deles?

Irmãos na comum insciência, modos diferentes do mesmo sangue, formas diversas da mesma herança - qual de nós poderá renegar o outro? Renega-se a mulher mas não a mãe, não o pai, não o irmão.


Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'

Deixar o passado para trás


A Time Curtain foi criada para a London Design Week pelo designer Soner Ozenc, um estudante de design da St Martins College.

A ideia é representar a nossa liberdade contra o tempo e todas as coisas que queremos deixar para trás. É só passar pela cortina para atravessar virtualmente pelo tempo e deixar tudo no passado.

Interessante...

Para meditar

Uma vez perguntaram a Confúcio: O que o surpreende mais na humanidade?

Confúcio respondeu: "Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem comose nunca fossem morrer, e morrem como se não tivessem vivido!"

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Bandeiras de Portugal nas janelas?

"Cá por mim, vou pôr uma Bandeira na janela, quando:

- Portugal deixar de ser o país da Europa com maior índice de abandono escolar, analfabetismo e corrupção

- Em Portugal, ninguém que trabalhe ou queira trabalhar ou tenha trabalhado toda a vida, ou que não possa trabalhar, passe fome

- O desemprego não for um desígnio nacional

- A classe política deixar de ser maioritariamente composta por incompetentes patéticos ? Se construírem menos Centros Comerciais maiores da Europa do que Centros de Saúde, Hospitais, Escolas e Infantários

- Na ESBAL, os alunos não tenham que ir para as aulas com um balde, para apanhar a água que escorre dos tectos

- Não se tiver que retirar os pianos de uma sala de uma Escola Superior de Música, porque o chão ameaça ruir

- Os morangos com açúcar sejam exclusivamente uma sobremesa

- Acabar a pouca vergonha do Estado (com o dinheiro dos cidadãos) gastar 3.500.000? com transportes dos deputados e milhares de cidadãos não terem dinheiro nem para comprar o passe

- Os papás ensinarem as crianças que os Professores devem ser respeitados

- A polícia deixar de fingir que não vê as lutas de pit-bull nas diversas Trafarias do país, bem como as corridas a 250 Km/h em várias Pontes Vasco da Gama do país, às 6ªs feiras à noite

- As televisões entenderem que, ao transformar os incêndios em grandes espectáculos de variedades, estão a transformar os incendiários em realizadores e produtores de grandes programas de televisão, o que os enche de vaidade e é altamente motivador

- Se investigar como é que aquele senhor arranjou dinheiro para comprar o Ferrari

- A violência doméstica, a pedofilia, a violação e todos os crimes cometidos contra crianças, forem punidos com 50 anos de cadeia

- Os novos submarinos forem trocados por equipamento para apetrechar condignamente todos os hospitais e escolas do país, e com o que sobra, se comprar tractores e traineiras

- Os bébés das mães portuguesas, deixarem de ir nascer a Badajoz

- Os jornais, revistas, programas de rádio e de televisão, chamados desportivos souberem que, além do futebol, se praticam mais 347 outros desportos e que mesmo no futebol, há outros Clubes além do Sporting, do Benfica e do Porto

- Não houver 19 causas nº 1 de morte em Portugal, conforme o idiota que estiver na altura a ser entrevistado na televisão ou na rádio

- Não houver ninguém a afirmar que há 700.000 portugueses com reumatismo, 1 milhão com asma, 500.000 impotentes, 350.000 c/ osteoporose, 800.000 c/ transaminase pélvica, 430.000 c/ tuberculose, 685.000 c/ deficiência renal, 6.780.000 c/hipertensão, 2 milhões c/sinusite claustrofóbica, 843.000 c/ panaríceos isquémicos galopantes, 2.400.000 c/ problemas auditivos, 300.000 com hérnias discais, 210.000 c/ béri-béri abdominal, 780.000 c/ diversos tipos de cancro 600.000 c/ hipersíase traqueovisceral crónica, para preocupar as pessoas com a prevenção e os médicos cobrarem 80 ? por consulta

- Nenhum governante tiver o desplante de dizer que " abriu a época oficial de incêndios "

- O nº de óbitos motivados por incompetência ou negligência médica for zero

- A população não eleger para Presidentes de Câmara indivíduos fugidos à justiça

- A maioria dos Jornalistas souber falar e escrever português, e deixar de fazer constantemente perguntas idiotas aos entrevistados

- Houver, no estrangeiro, tantas pessoas que conheçam o Eusébio, o Figo. o Cristiano Ronaldo e o Mourinho, como o Camões, o Prof. Agostinho da Silva, O Maestro Vitorino de Almeida, O Prof. Vitorino Nemésio, o Fernando Pessoa e muitos, muitos outros que nunca deram um pontapé numa bola

- Houver tantos Portugueses que sabem quem são, a Maria João Pires e a Helena Vieira da Silva como os que sabem quem são o Pinto da Costa, o Valentim Loureiro, o Luis Filipe Vieira, o Manuel Goucha, a Cátia Vanessa, o Abrunhosa, a Júlia Pinheiro, a Quicas Vanzeler, e o Mantorras

- As Helenas Vieira da Silva não tiverem que emigrar para fazer carreira em países civilizados

-O peixe não chegar às mesas de quem o pode comprar 10 vezes mais caro do que foi vendido nas lotas, para que mais pessoas o possam comer e menos intermediários se possam encher

- Os autores dos programas infantis de televisão, perceberem que uma criança não é um atrasado mental

- Os pequenos e médios Empresários Portugueses não comprarem o 2º Mercedes e a casinha no Algarve, antes de pagarem os ordenados que devem aos Trabalhadores, as facturas que devem aos fornecedores, e as contribuições que devem à Segurança Social e ao Fisco

- Os projectos Aeroporto da Ota e TGV tiverem sido unicamente brincadeiras de mau gosto

- O Estado e as Câmaras Municipais pagarem os milhões que devem aos Fornecedores e outras Entidades credoras

-Se o Estado for condenado a pagar indemnizações, devidas a erros cometidos pelos Governantes individualmente, elas sejam pagas do bolso desses governantes responsáveis e não pelo Estado, pois o dinheiro do Estado é de nós todos e não fomos nós que fizemos a asneira

- As milhentas estações de rádio e as televisões , que só divulgam Anjos, Batnavó, Clãs, Papaossos, Toutaver, Andacáquésminha, Blindtreta, Tarantantan, Fuckyou, Put your finger in my ass, Alex's e Toni's, Magdas Vanessas, Cátias Tampinhas, Carlas Bzz e mais 3.500 grupos e "artistas" da nossa praça, utilizarem 10 minutinhos por dia a divulgar a música dos Mozarts, dos Beethovens, dos Schuberts, dos Tchaikovskys, dos Verdis, dos Puccinis e de mais 50000 compositores que se entretiveram, no seu tempo a fazer música (a musiquinha ainda não tinha sido inventada) e os Gershwin's, os Bernsteins, os Casals, os Rodrigos e muitos outros que fizeram música, mesmo depois das musiquinhas terem sido inventadas

- Nenhum ministro, nenhum professor, nenhum jornalista disser tênhamos ou póssamos

- Não for possível ouvir no noticiário de uma rádio uma "jornalista" dizer frases como esta: "A Câmara de Lisboa tem um projecto para a construção de um viaduto sobre o bairro da Graça, para facilitar o tráfico no local", ou outros 500 dizerem que "Um batalhão da GNR vai para Timor, sobre o comando do Major Lopes da Silva" ou outros 1500 dizerem : "O Ministro Lopes da Silva foi um dos primeiros que chegou ao local do incêndio

- Não for possível assistir ao espectáculo degradante, porque hipócrita, de ver candidatos a eleições, nos Mercados a dar beijinhos às peixeiras, (obviamente, na maioria dos casos, completamente enojados)

- Não for possível assistir ao espectáculo deprimente, com direito a transmissão em directo pela televisão, de um 1º Ministro ir a Troia, com toda a comitiva, para a varanda de um apartamento alugado e pago com o dinheiro dos nossos impostos, carregar num detonador faz-de-conta (de cartão e esferovite), para teatralizar a implosão de um prédio abandonado, como se se tratasse do lançamento de uma nave para a lua, com 3 astronautas portugueses a bordo

- As obras públicas, que são pagas com o nosso dinheiro, deixarem de custar sistemáticamente mais do dobro do que foi orçamentado e adjudicado e que a palavra "derrapagem" seja substituída pela palavra "roubo"

-Nas greves, deixe de ser possível, sistematicamente, o Governo ou as Administrações das Empresas dizerem que houve uma adesão de 15% e os Sindicatos dizerem que a adesão foi de 95% (um deles, ou os dois, estão a fazer de nós, palhaços)

- Figuras ridículas do tipo Zés Castelo Branco, Cinhas e outros Jardins, Hermans Josés (pós 1995) Lilis Caneças e mais 5.000 figuras destas que aparecem na televisão e nas Revistas, bem como os Editores das mesmas, estiverem internadas em Unidades de Saúde Mental

- O Sr. Marques Mendes não tiver a lata de criticar o sr. Sócrates por ter aumentado o IVA de 19% para 21%, e de vender património, quando no Governo anterior, da cor dele, a primeira medida que foi tomada, foi aumentar o IVA de 17% para 19%.e ao longo do mandato, só não se ter vendido a Torre de Belém, os Jerónimos e o Convento de Mafra porque não apareceu nenhum dos grandes Empresários da nossa praça, interessado, já que nenhum destes edificios dá para transformar em Centro Comercial

- Os médicos fizerem greve para obrigar os Governos a dar condições de assistência digna aos cidadãos, em vez de as fazerem exclusivamente por motivos de dinheiro

- As Empresas deixarem de adulterar as Contas, para fugir ao Fisco

- As áreas de serviço das auto-estradas deixarem de ter clientes, por as pessoas não gostarem de ser escandalosamente exploradas

- Os milhentos dirigentes das milhentas Fundações, fizerem alguma coisa útil, além de receber o ordenado

- Não for verdade que os Deputados faltaram em massa ao trabalho para irem passar um fim-de-semana prolongado, ao Algarve e isso ser a coisa mais natural da vida

- Só houver palhaços apenas nos circos

- A Publicidade enganosa levar os anunciantes, à prisão

- Se souber o resultado de UM SÓ dos inquéritos que se diz terem sido levantados a diversas figuras públicas e Entidades oficiais, pela presunção de diversos crimes

- As jóias, os Rolls, os Ferrari, os Maserati , os Porshe, os Veleiros, os Rolex, os telemóveis topo de gama, as lagostas, o caviar, os visons, etc, forem taxados a 500% de IVA, os automóveis de 1000cc, a 5% e as batatas, o arroz, o azeite, o leite, o açúcar, a fruta, as couves, o pão, os ovos, os frangos, e os transportes públicos, a zero

- O futebol voltar a ser um desporto

- Os meus filhos e todos os outros Portugueses da sua geração, puderem planear a vida a mais de 3 meses e os meus netos e os dos outros Portugueses, tiverem alguma perspectiva de viver um futuro com dignidade

- E por fim, quando conseguir uma consulta de Dermatologia no Hospital Egas Moniz, que pedi há mais de um ano

No dia em que tudo isto, ou quase tudo isto, acontecer, juro que ponho Bandeiras de Portugal bem grandes em todas as janelas da minha casa (se ainda tiver casa, se a casa ainda tiver janelas e se Portugal ainda existir) mesmo que a selecção NÃO SEJA apurada para a segunda fase do Mundial de Futebol!

Até lá, fico recolhido em casa com as janelas bem fechadas, cobertas com cortinados bem opacos e profundamente envergonhado"


autor desconhecido

quarta-feira, 31 de maio de 2006

'Principezinho', 60 anos a cativar novos leitores

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos." Poucos livros, na história da literatura universal, terão, como O Principezinho, acompanhado tantas gerações de leitores sem que o deslumbramento inicial jamais se quebrasse. Hino ao amor, à amizade e ao seu mistério, "a que devemos obedecer", como nos ensinou o seu autor, Antoine de Saint-Exupéry, é esse mesmo livro que vê chegado o 60.º aniversário da sua primeira edição em França. Inicialmente nas páginas da revista Elle, depois já como livro sob chancela das edições Gallimard. A sua primeiríssima edição dera-se, recorde-se, nos Estados Unidos, em 1943, três anos antes da efeméride que agora se assinala.
60 anos

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Racismo?

A seguinte cena aconteceu num voo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres. Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo. "Qual o problema, senhora?", perguntou a comissária. "Não está a ver?" ? respondeu a senhora ? "Vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira"."Por favor, acalme-se" ? disse a comissária ? "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível". A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois. "Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe executiva. Temos apenas um lugar na primeira classe". E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: "Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe económica se sentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável". E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu: "Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..."E todos os passageiros próximos, que, estupefactos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé!


O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...

Martin Luther King