quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

...sem palavras...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

..simbiose...dos encapuzados...





....é noite mágica
o candeeiro
a soprar
ternura verde
para a lua
que envergonhada
olha os enfeites
de natal
que namoram
o azul do céu
dependurado
em árvore de outono...



foto do encapuzado

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

Natal

Penso em Natal. No teu Natal. Para a bondade
A minh'alma se volta. Uma grande saudade
Cresce em todo o meu ser magoado pela ausência.
Tudo é saudade... A voz dos sinos... A cadência
Do rio... E esta saudade é boa como um sonho!
E esta saudade é um sonho... Evoco-te... Componho
O ambiente cuja luz os teus cabelos douram.
Figuro os olhos teus, tristes como eles foram
No momento final da nossa despedida...
O teu busto pendeu como um lírio sem vida,
E tu sonhas, na paz divina do Natal...

Ó minha amiga, aceita a carícia filial
De minh'alma a teus pés humilhada de rastos.
Seca o pranto feliz sobre os meus olhos castos...
Ampara a minha fronte, e que a minha ternura
Se torne insexual, mais do que humana - pura
Como aquela fervente e benfazeja luz
Que Madalena viu nos olhos de Jesus...

Manuel Bandeira

...vem ter comigo...outro ...olho...nunca deixes de me encontrar....

...apetece-m....

...mandar a bola para o lado de lá...


....o outro lado do mundo...



...onde há charcos de lama....e meninos a chorar...



quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

selvajaria gramatical intelectual e reumática e sem pontos ou virgulas para mentes mais que não brilhantes

então não é que afinal o fcp ganhou


e agora já nao entendemos nada



o presidente disse que disse

o primeiro disse que nao ouviu e acusou e diz que ele o outro não disse

o discurso dos oitenta é de intervenção


e para muita gente de vários quadrantes dizem


a caução não é muito elevada qualquer móvel fim de século paga em arte nova ou gente nova que o vai substituir


o dragão fumega até porque está um frio que vai aquecer em propagandas de piruetas acrobáticas com bandeiras de muitas cores a saber a tachos que requerem muito de preferência picantes também podem ser com orgias vermelhas verdes rosas e com sabor a reis não magos esses são agora só no presépio

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

sem nexo e pontuação

oje é dia de oitenta anos


pompa e circunstância



oje é dia de pinto da costa no tribunal



?mas não quer dizer nada



inquietudesportistasebenfiquistasacorar

oje é dia de mourinho rodeado de gorilas em espectáculo de golos e dragões a cheirar a leste de muita moedinha


oje é dia de não ser dia de nada


é dia de relembrar os golos que pelos vistos não foram golos.



é dia de treino que não treinou e se deixou levar para apitos que dizem dourados em fantasias de 11 minutos com coelhos e muitas meninas e meninos que em orgias quentes discutiam as derrotas dos outros mais os árbitros a falhar a vista em relvados verdes e mal colados



oje é dia de tudo e de nada

do erro

gramatical


das verdades serem mentira da mentira ser verdade
do engano

da dúvida
da confusão

do circo

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

...já andam por aí...

terça-feira, 23 de novembro de 2004

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

...pampilhos a voar para o "xururuca"...

O "xururuca" baloiça em campos onde abundam pampilhos que entre o amarelo e o verde mais o vento a estremecer ternuras transportam ao sentir que em escapadelas de mimo teimam em contar folhinhas a voar em confidências virtuais...

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

sem pontuação

está a chegar o tempo de "re"começar
não a cair a folha porque essa já começou a rosar os jardins e os coloridos que pairam em fins de tarde a seduzir o Outono mas o meu tempo de deambular por aqui em selvajarias inofensivas e simples brincando ao blog do apetecer já que o tempo tem sido muito curto para o tanto a ser feito e o ter que dormir para logo logo recomeçar não deixando espaços vai deixar agora e vou querer cores quentes talvez em pai natal montado em algum "xururuca" a saber a laranja lima quem sabe a escutar as minhas confidencias a baloiçar ternuras e a espremer caipirinhas

segunda-feira, 27 de setembro de 2004

2004.IX.25

Esperamos "acertar" mais uma vez:
gostámos tanto de ler este livro!
Parabéns pelas "4 dúzias", dos primos.



"...Angela, porque será que a vida se reduz a tão pouco? E onde é que está a clemência? Onde é que está o barulho do coração da minha mãe? Onde é que está o barulho de todos os corações que amei? Dá-me um cesto, minha filha, o cestinho que usavas para ir ao infantário. Quero pôr lá dentro, como pirilampos no escuro, os clarões que cruzaram a minha vida..."


NÃO TE MOVAS

Margaret Mazzantini
(D. Quixote)

quarta-feira, 22 de setembro de 2004

....selvagens...divinas e suadas...deambulações...


cheira...
a outono
folha caída por entre calor
ainda no ar
a cheirar a fumos
de castanha mal assada...
a espantar fiéis...
que chamam diospiros
espreitando
o natal
que se avizinha
com fitas de embrulho...
P.S....quem sabe....as listagens... das prendas...
...não vão deixar...
castanhas...
dependuradas...na árvore...

domingo, 19 de setembro de 2004

Já Foste Linda Rosa



Olá Rosa como vais
Faz tempo que te não vejo
Desde Alfama aos Olivais
Dá-me um abraço e um beijo

Olá Rosa como vais

Com o passo controlado e o gesto distraído
Lá vais comprando de ouvido
Um hamburger que sabe a pescado
Aquele mel açucarado
Um outro peixe e coisas mais
E aquele ar junto do cais
Faz enjoar de repente
Anda aí gente doente
Olá Rosa como vais

Tens os olhos consumidos num anúncio de auto-estrada
E sabem-me a tudo nada os teus lábios percorridos
Por ácidos e anidridos de produtos de sobejo
Quem te fez esse desejo em conserva e congelado
O Rosa tens mau-olhado
Faz tempo que te não vejo

Olá Rosa como vais
Faz tempo que te não vejo
Desde Alfama aos Olivais
Dá-me um abraço e um beijo

Olá Rosa como vais

Já foste linda rosa mas agora já não és
Tu tens da cabeça aos pés uma estranha simbiose
De amargura e glicose e arranha-céus de capitais
Vão-se acabando arraiais já os cafés estão fechados
Só vejo supermercados
Desde Alfama aos Olivais

Canta essa canção maldita não editada em cassete
Nem daquele chato do Fausto
Papetti faz uma cara bonita
Tu és a minha favorita
Tu és enfim o meu desejo
Mas não me dês pastas de queijo
Nem sopinhas enlatadas
Nem pescadas congeladas
Dá-me um abraço e um beijo

Mas não me dês pastas de queijo
Nem sopinhas enlatadas
Nem pescadas congeladas
Dá-me um abraço e um beijo

Olá Rosa como vais
Faz tempo que te não vejo
Desde Alfama aos Olivais
Dá-me um abraço e um beijo

Olá Rosa como vais


Fausto
in: Atrás dos Tempos vêm Tempos

sexta-feira, 3 de setembro de 2004

...tenho vontade de assobiar raivas...

Insustentável
esta leveza...que se dependura em fios...
tão frágeis e tímidos...
acrobacias de sonhos
que se perdem num segundo
de diagnóstico

DURO


É hodkin!...


P.S. ...como é difícil deixar de pensar...e sentir tamanha impotência que só se ajoelha à fé...

...apetece...

...refrescar a alma...
...mesmo usando o teu olhar...
...posso ser uma rodelinha de limão...
que sobra num copo...que ainda tem gelo....





e não só....
também não sei se quero beber...


....talvez esperar o laranja do sol que vai aparecer...


apetece

...ver com os teus olhos...

por entre copo...mar e limão...
a mergulhar na espuma...
que ouve hinos

quinta-feira, 2 de setembro de 2004

...não sei...

...não sei se os silêncios são de pedra
se é oco o seu sofrer...


nem tão pouco se o
seu
escutar
é calmo

...sei é que os silêncios
muitas vezes
se escondem
sossegados
em mentes que

......transbordam

gritos a estourar


PIKONERA

Eis-me

Eis-me
Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de advinhos mágicos e deuses
Para ficar sózinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face

Mas tu és de todos os ausentes o ausente
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca
O meu coração desce as escadas do tempo
......................(em que não moras
E o teu encontro
São planícies de silêncio

Escura é a noite
Escura e transparente
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco
E eu não habito os jardins do teu silêncio
Porque tu és de todos os ausentes o ausente

SOFHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

domingo, 15 de agosto de 2004

The Olympic Creed



"The most important thing in the Olympic Games is not to win but to take part just as the most important thing in life is not the triumph, but the struggle. The essential thing is not to have conquered, but to have fought well."

There have been many permutations of this basic message throughout Games history, though this is the current creed which appears on the scoreboard during the Opening Ceremony. Baron de Cobertin adopted, and later quoted, this creed after hearing the Bishop of Central Pennsylvania, Ethelbert Talbot, speak at a service for Olympic athletes during the 1908 London Games.

In London for the Fifth Conference of Anglican Bishops, Talbot's exact words at the service on July 19, 1908 were: "The important thing in these Olympics is not so much winning as taking part."

quarta-feira, 11 de agosto de 2004