segunda-feira, 3 de maio de 2004

À minha Mãe




A minha mãe comigo na barriga


Pintura de pikonera extravestida

Mãe de Angola



Foto: Fernando Ferreira

domingo, 2 de maio de 2004

A LUA

Ainda eu era pequena,
mas recordo-me tão bem!
de estar com a minha mãe
em certa noite serena,
eu, aconchegada a ela,
ela, aconchegada a mim,
Olhando pela janela
o firmamento sem fim.
no profundo céu estrelado
subia o disco da lua
como um balão prateado
enquanto um gato,na rua,
miava de rabo alçado.
-Ó mãezinha,tu já viste
a lua como está suja?
Parece que tem`ma c`ruja,
uma vaca ou lá o que é!
Gostava de a ver ao pé.
E tu, mãe ?
De que te ris?
-Das tuas suposições.
Não é c`ruja nem é vaca,
nem macaco nem macaca,
nem nada do que supões.

Antonio Gedeão.

Mulher grávida



Mário Eloy
Mulher Grávida, 1928
Óleo sobre cartão; 39 x 31,5 cm
Colecção Particular, Lisboa

"Poema à Mãe Angolana"




Avança Mãe Angolana
E dá o melhor de ti própria
Nesta luta de vida ou de morte
Avança pelos rios perigosos
Pelos pantanos lodosos
Pela savanas sem fim

Avança pelo incomensurável horror da guerra
Entre a chuva de bombas que ilumina a terra
Mas avança porque é necessário

Avança com teus braços feitos asas
Abertas sobre o solo pátrio
Para proteger os teus filhos

Não te detenhas nos gemidos do vento
Não prendas à forma das flores
Sublima o amor neste momento

Avança Mãe Angolana
Que a tua coragem fará vacilar os soldados
Os soldados que já foram meninos
Os soldados
A que o fascismo tolheu a vontade
E que caminham sobre os cadáveres das crianças
Com risos sarcasticos de vingança...

Avança Mãe Angolana
Na terra ensopada de sangue
Dor e lágrimas
Causadas pela guerra

Que ela florescera
Sustentada pelo teu querer
E terás para os teus filhos
O sol aberto nas pétalas
E a serenidade dos herois
Depois de ganha a batalha.

Eugenia Neto (Portugal/Angola)

Poema da Mãe

Mãe,
És bela.
És a estrela que me ilumina.
És carinhosa.
Dás-me muito amor.
És muito brincalhona
E muito minha amiga...

Aturaste as minhas birrinhas de bebé.
Os teus olhos parecem estrelas a brilhar.
És querida.
Eu sei,
que, às vezes, faço muitos disparates...
Gostava que me desculpasses.
Obrigado por tudo,
Mãe




Liliana Sofia Trindade - 3º Ano

Poema da Mãe

Mãe
És o meu anjo da guarda.
És o sol
que ilumina o meu dia.
Gosto muito
de ti.
Quando chego a
casa fico feliz
por te ver.

Mãe,
Durante as aulas
penso muito em ti.
Em casa,
lavas a loiça,
fazes de comer,
varres...

Mãe,
Foste tu que me criaste.
Quando penso em ti
fico muito feliz.
És a estrela mais
brilhante do mundo
que ilumina todos os dias
a minha vida.



Desenho da Marta
Carla Sofia Borralho-2º. Ano

sábado, 1 de maio de 2004

-lá sou amigo(a) do rei.....terei a mulher(homem) que eu quero, na cama que escolherei...



...vou-me embora pra Pásargada.

...e quando eu estiver triste, mais triste de não ter jeito, quando de noite me der vontade de me matar...

-lá sou amigo(a) do rei

...tem prostituta(o)s bonita(o)s...para a gente namorar...

...tem um processo seguro...de impedir a concepção...

...em Pasárgada tem tudo...é outra civilização...

...aqui eu não sou feliz...lá a vida é uma aventura...

...lá sou amigo(a)...do rei...

...está tão bom em Pasárgada...

...marcha :)))

...até Pasárgada vou fazer marcha...


..e que tal um gelado?

...vou-me embora prá Pasárgada...

...hoje está um dia bonito...

http://www.aktivaj.hpg.ig.com.br/txt_1maio.htm

A História do 1° de maio
A verdade escondida a cada ano a respeito do
“dia dos trabalhadores”




Em 1884, a Federação Organizada dos Sindicatos passou uma resolução declarando que as 8 horas constituiriam uma jornada legal de trabalho após o dia Primeiro de Maio de 1886. A resolução convocava uma greve geral para conseguir este objetivo, levando em conta que os métodos legislativos já haviam falhado.

Com trabalhadores sendo forçados a trabalhar dez, doze e até quatorze horas por dia, o apoio para o movimento das 8 horas cresceu rapidamente, apesar da indiferença e hostilidade entre os líderes das uniões sindicais.

Em meados de Abril de 1886, 250 mil trabalhadores estavam envolvidos no movimento Primeiro de Maio. O coração do movimento estava localizado em Chicago, organizado principalmente pela organização anarquista Associação Internacional do povo trabalhador.

Os negócios e o Estado ficaram aterrorizados com o movimento e se prepararam. A polícia e as milícias tiveram seu número aumentado e receberam novas e potentes armas financiadas pelos líderes capitalistas locais. O Clube Comercial de Chicago comprou uma metralhadora de 2 mil dólares para a Guarda Nacional de Illinois (em Chicago) usá-la contra os grevistas.

De qualquer maneira, no dia Primeiro de Maio, o movimento tinha ganho a adesão de mais trabalhadores incluindo sapateiros, empacotadores e alfaiates. Mas no dia 3 de Maio de 1886, a polícia atirou contra uma multidão de grevistas na Fábrica Reaper McCormick, matando 4 e ferindo muitos. Os anarquistas convocaram uma reunião massiva no dia seguinte na Praça Haymarket para protestar contra a brutalidade.

O encontro aconteceu sem nenhum incidente maior, e quando o último discursante estava na plataforma, a reunião com tempo chuvoso começava a se dispersar, com apenas algumas centenas de pessoas permanecendo.

Então, 180 policiais entraram na praça e mandaram que a reunião fosse dispersada. Enquanto o discursante descia da plataforma, uma bomba foi atirada na polícia, matando um e ferindo 70. A polícia respondeu atirando na multidão, matando um trabalhador e ferindo muitos outros.

Apesar de não ter sido determinado quem jogou a bomba, o incidente foi usado como desculpa para atacar a esquerda inteira e o movimento da classe trabalhadora.
A polícia fez buscas nas casas e escritórios dos suspeitos radicais, e centenas foram presos sem acusação. Os anarquistas foram atacados, particularmente, e 8 dos militantes mais ativos de Chicago foram acusados de conspiração para assassinato remetendo à bomba em Haymarket.

Uma Corte corporativa declarou os 8 culpados, apesar da falta de evidências conectando eles a qualquer indício de quem tinha jogado a bomba (apenas um estava presente na reunião, e ele estava na plataforma) e foram sentenciados à morte.
Albert Parsons, August Spies, Adolf Fischer e George Engel foram ENFORCADOS no dia 11 de Novembro de 1887. Louis Lingg se suicidou na prisão. Os três restantes foram finalmente perdoados em 1893.

Não é surpreendente que o estado, os líderes de negócios, e os líderes das centrais sindicais, mais a mídia, quisessem esconder a verdadeira história do Primeiro de maio, colocando-o como um feriado celebrado apenas na Praça Vermelha de Moscou.

Numa tentativa de apagar a História e o significado do dia Primeiro de Maio, o governo dos EUA declarou que o Primeiro de Maio seria o "Dia da Lei", e deu-nos em vez do Dia do Trabalhador, um feriado privado de significado histórico além de sua importância como um dia para "festejar".

Mas longe de suprimir os movimentos radicais da classe trabalhadora, os eventos de 1886 e a execução dos anarquistas de Chicago na verdade mobilizaram muitas gerações de radicais.

Emma Goldman, uma imigrante jovem na época, apontou a jornada em Haymarket como o seu nascimento político. Lucy Parsons, viúva de Albert Parsosns, convocou os pobres para direcionar a sua raiva contra aqueles responsáveis... os ricos. Ao invés de desaparecer, o movimento anarquista apenas cresceu no despertar de Haymarket, inspirando outros movimentos e organizações radicais, incluindo o Industrial Workers of The World.

Encobrindo o Primeiro de Maio, o Estado, os capitalistas, as centrais sindicais institucionais e a mídia obscureceram um legado inteiro da insatisfação nos EUA. Eles estão aterrorizados com o que um movimento militante e organizado semelhante possa conseguir hoje em dia, e eles suprimem as sementes de tais organizações quando e sempre que puderem.

Como trabalhadores, nós devemos reconhecer e comemorar o Primeiro de Maio não apenas pela sua importância histórica, mas também como um dia para organizar-se sobre assuntos de vital importância para a classe trabalhadora de hoje.