domingo, 11 de janeiro de 2004
O PEDREIRO
"Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para entrar na reforma.
Informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com a família.
Disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar e a empresa não seria muito afectada pela sua saída.
Mas o chefe estava triste por ver um bom funcionário a partir e pediu-lhe para trabalhar em mais um projecto como um favor.
O pedreiro não gostou mas acabou por concordar. Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia.
Assim ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados. Foi uma maneira negativa dele terminar a carreira.
Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspecção da casa construída.
Depois deu a chave da casa ao pedreiro e disse: "Esta é a sua casa. Ela é um presente meu para si".
O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava a construir a sua própria casa, teria feito tudo diferente.... O mesmo acontece connosco. Nós construímos a nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção.
Depois, com surpresa, nós descobrimos que precisamos viver na casa que nós
construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas não
podemos voltar atrás.
Tu és o pedreiro. Todo dia martelas pregos, ajustas tábuas e constróis paredes.
Alguém disse que: "A vida é um projecto que tu mesmo constróis".
As tuas atitudes e escolhas de hoje constroem a "casa" em que vais morar amanhã.
Portanto constrói-a com sabedoria!
E lembra-te:
Trabalha como se não precisasses do dinheiro.
Ama como se nunca te tivessem magoado.
Dança como se ninguém estivesse a olhar."
Autor: desconhecido
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sábado, 10 de janeiro de 2004
(Palestras de Abdu`l-Bahá em Paris, p.108)
"Enquanto as mulheres forem impedidas de atingir as suas mais altas possibilidades, os homens não estarão habilitados a alcançar o máximo da sua capacidade e grandeza."
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A MULHER
Talmud é um livro onde se encontram condensados todos os depoimentos, ditados e frases pronunciadas pelos Rabinos através dos tempos.
"Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas
lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual....debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração
para ser amada".
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2004
....sopro...de bandidolas...com sabor...a música...
"Diário de um eremita"
***
de ti
guardo o mistério das orquídeas
o som dos barcos
e o suicídio das borboletas
***
hoje
passei todo o dia a colher vento – com as mãos
para te oferecer
e só depois notei
que não tenho onde o guardar
***
digo-te dos teus cabelos
a loucura dos barcos
e a maresia salgada
que os lábios esqueceram
***
de ti
digo os ossos
digo a pele
das tuas mãos
***
havia o mistério das orquídeas
o som claro dos barcos
e as borboletas acesas voando
no esplêndido calor dos dedos
***
diz-me
diz-me de ti
do inconcebível grito das borboletas
diz-me
que espaços iluminas
com a tremenda luz
que te nasce nos dedos
***
é através de ti
que recolho a beleza da água
e do seu límpido som
e é de ti
que procuro no vento
***
hoje
o dia está tremendamente calmo
simetricamente aberto nos flancos
como se as verdes borboletas
transportassem suicídio nas assas
***
hoje
coloquei as mãos por dentro do silêncio
sorri da loucura das borboletas
até me transformar numa pedra completa
***
o que me resta?
resta-me uma poesia de dedos imensos
e alguém
que jamais caberá dentro de um poema
***
hoje
gastamos quase tudo
o tremendo silêncio
e as mãos – quase primaciais
***
às vezes
invocavas o silêncio
até ficarmos juntos como a terra
hoje
resta quase tudo
o silêncio e a terra"
Eugénio Branco
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...sonhos...divinamente selvagens...em tres oitavas e meia...
...sonho de clarinete a secar-me...cabelos molhados...divinamente selvagens e compridos...que não tinham chegado a secar...enrolados na toalha feita turbante...pelo sopro de mamona...ou simplesmente o sopro...pelo solo...o fagote...ou pelo solo de fagote a flauta...bem ...só sei...que era de madeira...o meu sonho...e acabei por acordar com os cabelos ainda húmidos e sem saber qual era o instrumento do verdadeiro...sopro...
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2004
ilusões
O mundo
é o teu caderno de exercícios
as páginas onde fazes as contas.
Mas ele não é a realidade
embora nele a possas expressar
se quiseres
Também és livre
de escrever coisas sem sentido
ou mentiras, ou até
de rasgar
as folhas
(RICHARD BACH)
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...deambulações...divinamente selvagens...
.....às vezes a cabeça....é invadida por milhões de pensamentos...que rodopiam de hemisfério....a hemisfério....ficando a mente....escura do vazio ....das penas...de estilhaços...que se soltaram em perfeito devaneio...esperando um vento do norte...
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2004
...mais...
Luís Fernando Veríssimo
Armário
Eu queria, senhora, ser o seu armário
e guardar os seus tesouros como um corsário
Que coisa louca: ser seu guarda-roupa!
Alguma coisa sólida circunspecta
e pesada nessa sua vida tão estabanada.
Um amigo de lei (de que madeira eu não sei)
Um sentinela do seu leito com todo o respeito.
Ah, ter gavetinhas para suas argolinhas
Ter um vão para seu camisolão e sentir o seu cheiro, senhora, o dia inteiro
Meus nichos como bichos engoliriam suas meias-calças,
seus soutiens sem alças, e tirariam
nacos dos seus casacos,
E no meu chão,como trufas, as suas pantufas...
Seus echarpes, seus jeans, seus longos e afins
Seus trastes e contrastes.
Aquele vestido com asa e aquele de andar em casa.
Um turbante antigo. Um pulôver amigo. Bonecas de pano.
Um brinco cigano.Um chapéu de aba larga.
Um isqueiro sem carga.Suéteres de lã e um estranho astracã.
Ah, vê-la se vendo no meu espelho, correndo.
Puxando, sem dores, os meus puxadores.
Mexendo com o meu interior à procura de um pregador.
Desarrumando meu ser por um prêt-à-porter...
Ser o seu segredo,senhora, e o seu medo.
E sufocar com agravantes todos os seus amantes. ....
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DECLARAÇÃO DE AMOR
Tentei dizer quanto te amava, aquela vez, baixinho
mas havia um grande berreiro, um enorme burburinho
e, pensado bem, o berçário não era o melhor lugar.
Você de fraldas, uma graça, e eu pelado lado a lado,
cada um recém-chegado você em saber ouvir, eu sem saber
falar.
Tentei de novo, lembro bem, na escola.
Um PS no bilhete pedindo cola interceptado pela
professora como um gavião.
Fui parar na sala da diretora e depois na rua
enquanto você, compreensivelmente, ficou na sua.
A vida é curta, longa é a paixão.
Numa festinha, ah, nossas festinhas, disse tudo:
"Eu te adoro, te venero, na tua frente fico mudo"
E você não disse nada. E você não disse nada.
Só mais tarde, de ressaca, atinei.
Cheio de amor e Cuba, me enganei e disse tudo para uma
almofada.
Gravei, em vinte árvores, quarenta corações.
O teu nome, o meu, flechas e palpitações:
No mal-me-quer, bem-me-quer, dizimei jardins.
Resultado: sou persona pouco grata corrido a gritos de
"Mata! Mata!" por conservacionistas, ecólogos e afins.
Recorri, em desespero, ao gesto obsoleto:
"Se não me segurarem faço um soneto"
E não é que fiz, e até com boas rimas?
Você não leu, e nem sequer ficou sabendo.
Continuo inédito e por teu amor sofrendo
Mas fui premiado num concurso em Minas.
Comecei a escrever com pincel e piche num muro branco, o
asseio que se lixe, todo o meu amor para a tua ciência.
Fui preso, aos socos, e fichado.
Dias e mais dias interrogado: era PC< PC do B ou alguma
dissidência?
Te escrevi com lágrimas , sangue, suor e mel
(você devia ver o estado do papel)
uma carta longa, linda e passional.
De resposta nem uma cartinha
nem um cartão, nem uma linha!
Vá se confiar no Correio Nacional.
Com uma serenata, sim, uma serenata como nos tempos da
Cabocla Ingrata me declararia, respeitando a métrica.
Ardor, tenor, a calçada enluarada...
havia tudo sob a tua sacada
menos tomada pra guitarra elétrica.
Decidi, então, botar a maior banca no céu escrever com
fumaça branca: "Te amo, assinado.." e meu nome bem
legível. Já tinha avião, coragem, brevê tudo para
impressionar você mas veio a crise, faltou o combustível.
Ontem você me emprestou seu ouvido e na discoteca, em
meio do alarido, despejei meu coração.
Falei da devoção ha anos entalada e você disse "Não
escuto banda". Disse "eu não escuto nada".
Curta é a vida, longa é a paixão.
Na velhice, num asilo, lado a lado em meio a um silêncio
abençoado direi o que sinto, meu bem.
O meu único medo é que então empinando a orelha com a mão
você me responda só: "Heim?"
Luís Fernando Veríssimo
uma extroversão de pikonera extravestida 0 encapuzado(s)
terça-feira, 6 de janeiro de 2004
uma extroversão de Rita Lee
"Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor.
Vinham da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças.
Levei apenas uma hora para saber o motivo.
Bete fora acusada de não ser mais virgem e os dois irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra. Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.
Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado.
Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou "vestígios himenais dilacerados", e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente esqueceu, morrendo tuberculosa.
Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres. Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular,moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte-americanas.
Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba.
Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens.
E, com isso, Barbies de fancaria, provocaram em muitas outras mulheres - as baixinhas, as gordas, as de óculos - um sentimento de perda de auto-estima.
Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.
Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade.
Porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estrupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico,como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.
As mulheres detestam o sangue, porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.
É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas. São as mulheres que imporão um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e doçura de seus corações.
"Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda. E meu peito não é de silicone; sou mais macho que muito homem".
Rita Lee
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In: cantares de Andarilho
Natal dos simples
Letra e música: Zeca Afonso
(reis, janeiras, canção de Natal)
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Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura
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TU E EU
Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa.
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy.
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albinônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.
És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico.
Eu já seguei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.
Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou penitente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.
És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.
Dizes na cara
o que te vem à cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.
Luis Fernando Verissimo
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domingo, 4 de janeiro de 2004
ESTAR AQUI... 3
Pintura e Texto: Pikonera Extravestida
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MARGINAL
Tempos estes de agonia
Em que fútil persegues teus intentos
Auguro ode lúgubre a teu destino
Rugindo em desafinados instrumentos
Ergue-te e caminha
Dilacerando teus desvios
Apruma tua conduta
Ab-roga os desvarios
Enjeita o que não és
Aquece o teu coração
Abraça sem medo o Sol
Ganha de novo a razão
No nada tudo te falta
O tudo nunca te é demais
Temo que tudo percas
E te juntes aos marginais
Texto e foto: encapuzado extrovertido
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2004
TERNURA
Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
de frescura que vem depois do Sol,
quando depois do Sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
em que uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
(Infinito Pessoal ou a Arte de Amar)
David Mourão Ferreira
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silêncio...
...é um prelúdio de abertura à revelação...abre uma passagem ...antes da criação havia o silêncio...e haverá de novo o silêncio nos fins dos tempos...envolve os grandes acontecimentos ...dá às coisas grandeza e majestade...marca o progresso...dizem as regras monásticas, é uma grande cerimónia.Deus chega à alma que faz reinar em si o silêncio, mas torna mudo aquele que se dissipa em tagarelice e não penetra naquele que se encerra e bloqueia no mutismo...
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2004
PALHAÇO
O palhaço é tradicionalmente a figura do rei assasinado. Simboliza a inversão das propriedades reais, nos seus atavios, nas suas palavras, nas suas atitudes. À majestade, substituem-se a chalaça e a irreverência; à soberania, a ausência de qualquer autoridade; ao medo, o riso; à vitória, a derrota; aos golpes dados, os golpes recebidos; às cerimónias mais sagradas, o ridículo; à morte, a troça. O palhaço é como o reverso da medalha, o contrário da realeza: a paródia encarnada.
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Estar Aqui 2
Pintura e Texto: Pikonera Extravestida
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QUIM (também conhecido...e apelidado muito carinhosamente de bandido...)
...
Mas como seria defender-se de um ser humano? Devia ser bom ter um humano como amigo! E também como era virtual...não haveria muito perigo...ou talvez houvesse...continuou a deambular a gaivotinha enquanto vagueava pelo colónia.
continua :))
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