domingo, 30 de novembro de 2003

ACROBATA



bamboleante atónito ando
norteando minha conduta

ai mudo queixume
que pouco atormenta
vis palhaços oportunos
em manigância tamanha

improfícuo este meu destino
de reprovar despautério alheio

mais não passo de um acrobata
neste circo de insanas feras
onde quem mete ao bolso à farta
é pobre julgando-se rei


texto e foto: encapuzado extrovertido

AMERICANA...

Cor de Laranja

Em que pensas?
No cor de laranja...
Mas porquê?
É o nascer do Sol
Mas...
Esta a chover!
Penso numa laranja
Laranja?
Sim
De manhã é ouro
Ao meio-dia é prata
À noite mata!...

Era de manhã
Acordava de não dormir
Toda vestida de roupa
e
de sapatos
de não tirar

Só os brincos que eram
grandes, vermelhos escuros e
magoavam...

Assim, com a mesma posição
quase de lado
deitada no sofá
contigo
sempre com um abraço...
forte
e doce
tão doce
que era bom eterno


e o não aconteceu
do que poderia ter acontecido
e
que afinal aconteceu...

mais

a LUA em cima!
(LUA é uma gata
muito felpuda
e grande)
“Bosque da Noruega”

(soube mais tarde...)


A noite
mágica
do não acontecer
com o despertar

(sem dormir...)
do que afinal aconteceu...

“AMERICANA”...

Foi o nome que te ocorreu
chamar-me
quando tudo aconteceu
sem acontecer...
por não deixar ter acontecido...

E

Saí

Estava zonza
zonza
de certezas
já confirmadas
no cedo
da rapidez
com que o

TUDO

aconteceu

Apaixonei-me

É isso...
Por ti
Só por ti
Assim
sem esperar
sem pensar
desprotegidamente...
Protegida
com
a alma
aberta
do dar
do querer dar
Brotando

a verdade
do sentir
tão forte
que arrepia
faz
suar
o estremecer
aumentando
o
saltitar
do
coração

Grande
Grande

do querer
e
ouvir-te
sentir
o correspondente
que
imaginava
sem ter certezas
que embora
ainda
não te apercebesses
já estavas
também
a
sentir...
à distância
Brotava
o fogo
de algo
tão bonito
que queria
verdadeiro
sem dúvidas...
Carregado
da entrega
que só
o que sinto dá para perceber

“AMERICANA”

Se soubesses
O que estavas a dizer!
Decifrar
o que
mesmo que quisesses(?)


não te irias
Livrar
de pelo menos
Lembrar
muitas vezes!...
É o que penso
Hoje
e
que
imaginei
naquele dia
dia
que
atirei

Premonitoriamente
para o futuro

que

no ar
já respirava

ofegantemente



de amor...

( rita ariz - AMERICANA)

sábado, 29 de novembro de 2003

O porto a quatro cores

"Fode-me a cona, mas não me fodas a alma," foi mesmo assim que ela pediu. Não a mim, é que nem fiquei a saber a quem. Ela estava a contar-me uma história e eu fiquei com aquela frase a fazer eco dentro da minha cabeça. Numa esplanada da Foz, a beber chá de hortelã-pimenta e a olhar o mar, disso lembro-me perfeitamente, eu que nunca tinha estado no Porto e não sabia que havia mar assim, apesar do mar, onde quer que seja, ser sempre o mar e eu não ser poeta...

Viver todos os dias cansa
Pedro Paixão

ode ao gato



Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça, vôo.
O gato,
só o gato
apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato
do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.

Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa só
como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa
de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite

Oh pequeno
imperador sem orbe,
conquistador sem pátria
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na interpérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.

Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundissimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insignia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma
na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertence
ao habitante menos misterioso,
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gatos, companheiros,
colegas,
díscipulos ou amigos
do seu gato.

Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica,
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casaca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos tem números de ouro.

(Navegaciones y Regresos, 1959)

Pablo Neruda

sexta-feira, 28 de novembro de 2003

As Tres Vaidosinhas

Bou bos contar um conto
Para entreter o serão.
Bamos falar dos outros
Que os outros de nós falarão.
.

(Quadra de origem popular,
Leite de Vasconcelos)


Três irmãs muito vaidosas receberam dos seus pais três presentes: um par de sapatos, um par de brincos e um anel.
No domingo seguinte foram à missa, desejosas de mostrar a toda a gente os presentes que tinham recebido.
Infelizmente, pareceu-lhes que ninguém reparava neles. E assim, tornou-se necessária uma pequena habilidade para chamar a atenção das pessoas.
À saída da missa foi a ocasião própria.
Uma delas apontou para o chão, com o dedo em que trazia o anel novo, e exclamou:
- Ó mana, olha o bicho!
E ficou a apontar, mostrando o anel.
Em resposta, a mana que trazia os brincos nas orelhas, abanava a cabeça, dizendo:
- Não o vejo! Não o vejo! Não o vejo!
E mostrava os pingentes dos brincos, cintilantes, agitados pelo movimento da cabeça.
Então, aquela que trazia os sapatos novos, clocou um pé sobre o lugar que a outra irmã apontava e disse:
- Oh, deixa que eu mato-o!
E ficou a calcar com o pé, mostrando, o sapato.
E toda a gente em volta delas admirava o anel, os brincos e os sapatos novos...

O caso foi muito comentado em toda a aldeia. E ainda hoje, quando alguma pessoa vaidosa se torna notada, os aldeões costumam dizer:
- Olha o bicho!...

Histórias Tradicionais Reencontradas

O amor

O amor é como duas borboletas que estivessem
sobre uma rosa, a mais linda de todas do jardim.
O amor tem que haver.
Se não houvesse amor não havia nada bonito.
O amor são duas estrelas a brilhar, a brilhar.
A rosa e o sol são o amor.
O amor é a poesia
O amor são dois passarinhos a construir a sua
casinha.
O amor é não haver polícias.

Inácio da Silva Cruz
10 anos

A criança e a vida (maria rosa colaço)

Nomes dos dedos

O index da mão direita vai indicando cada um dos dedos da mão esquerda a começar no mínimo, as crianças repetem até saberem.

Dedo mendinho,1
Seu vizinho,2
Pai de todos,3
Fura-bolos,4
Mata-piolhos,5

____________

1 O auricular
2 O anular
3 O mediano
4 O index
5 O polegar

Jogos e Rimas Infantis
Adolfo Coelho
- Edições Asa -

Tric, Tric

Um jogador, com um pau na mão, tem os olhos fechados e conta até trinta (ou mais, segundo o combinado), enquanto os outros se escondem. Logo que escondidos, estes dizem: "tric, tric". Aquele põe o pau no chão e vai procurar os outros, tendo a preocupação de não se distanciar muito. Se um dos escondidos conseguir apanhar o pau sem ser tocado, pode fugir com ele de costas. Quanto mais correr maior será o trajecto em que o primeiro terá de o levar às cavalitas.

Jogos Populares Infantis
António Cabral
l- Editorial Domingos Barreira -

quinta-feira, 27 de novembro de 2003

quem sou eu?...

quem sou eu?

eu?
tem boa memória?

então
eu
sou
uma vagabunda
do sentimento

da busca..
da ilusão...
eu
sou
uma
perdida...
no monte...

na papoila vermelha
na berma da

estrada
por entre os girassóis

em dias de calor...
eu

sou

um choro

por entre o chilrear
dos pássaros que
quase
invento

a

>>>>>>>>>
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<>esvoaçar<>>>>>>>>>><<<<<

por entre
tempestades

pousadas em trovoadas

onde
o nome
não existe...
eu

sou

a procura
a intensidade
a loucura
a puberdade...

eu

sou.......o sair.....................
de mim...


o

deambular

por entre pescas
a saber a maresia

eu

sou
o reter
o cheiro
às vezes nauseabundo

das hipocrisias

dos “Krudes”

que
atacam

por todos

..........................................................................os
lados....................................................................
todas
frentes...................................................................

eu

sou

o tentar
fugir
o entrar
o estar
aqui

o s a l t i t a r ...
eu sou

o confundir
eu sou
o

brincar
com o

..........................................sistema........................

eu

sou
o sistema...

eu
sou

a adolescente...
a mulher...
a amante...
a amiga...
a diabólica...
eu sou
muita
coisa
de outras
coisas...

não chega
o papel

depois
eu
digo mais

mais
do que sou
do que invento
do que não sou...

eu sou
a menina...
este é só
um bocadinho
do que posso
ser...

PS. 1

é só uma
amostrinha!...

depois continuo

talvez

quem sabe?

PS. 2

eu
sou
a tela
a fazer
amor
com
os óleos
que em êxtase
se fundem
com os pincéis...

e
atingem
o
arco-íris...

PS. 3

Eu

sou
a lágrima...
a angustia...
a dor
o sofrimento...

PS. 4

eu
sou
o agradecer

por tudo

isto...

eu

sou

o acreditar...
que

apesar
de tudo
e o
tudo
ser o
.....................................infinito...................................
que

afinal
vale a pena...

PS. 5

eu

sou o
o acreditar
no ontem...
no hoje...
e no amanhã
no depois do
aqui...

eu


sou

o


sair


o

entrar


PS. 6

Eu

sou
a dança de Beethoven
a
masturbar-se...

com o luar...

eu

sou

o



momento...
eu
sou
o grito...
a dor...
o desespero...

eu
sou
o riso...
o nariz...
redondinho...
e
vermelho
do palhaço...

pobre
por entre
a teia
do amarelo...
que

se

equilibra
--------------
_______________________________________no
entardecer...
e

acorda...
com
sorrisos

de criança...

com sabor a mar...

PS. 7

eu
sou
a espera

da...ternura
a chegar...
o
tombo...
na entrada...
por entre chão
e o envolvente....
....a despir em


confusão...

o salto...
o amor...
o orgasmo...
a fusão...
e
depois...


o sentar...


eu
sou

a espera...

para o momento...

que vem


aí...

(2001)

QUIM (também conhecido...e apelidado muito carinhosamente de bandido...)


...
Gostava de encontrar amigos virtuais! :))))))))))

...............só pérolas!....

........................................Piko

...muitas....muitas penas bem bonitas!

piko.gaiv*selva.infinito_______

continua :))

quarta-feira, 26 de novembro de 2003

...letras eternas...músicas eternas...

Amélia dos olhos doces

Amélia dos olhos doces
Quem é que te trouxe grávida de esperança
Um gosto de flôr na boca
Na pele e na roupa perfumes de França

Refrão:
Cabelos côr de viuva
Cabelos de chuva, sapatos de tiras e pões
Quantas vezes não queres e não amas
Os homens que dormem...
Os homens que dormem contigo na cama

Amélia dos olhos doces
Quem dera que fosses apenas mulher
Amélia dos olhos doces
Se ao menos tivesses direito a viver

Refrão

Amélia gaivota, amante,
Poeta, rosa de café
Amélia gaiata, do bairro da lata
Do cais do sodré

Tens um nome de navio
Teu corpo é um rio
Onde a sede corre
Olhos doces, quem diria
Que o amor nascia onde a manhã morre

Refrão

Amélia gaivota, amante,
Poeta, rosa de café
Amélia gaiata, do bairro da lata
Do cais do sodre

Carlos Mendes

para os que, como eu, não viveriam sem um gato.

A primeira de uma série dedicada aos gatos...



Alguém disse que, aos olhos de um gato, todas as coisas lhe pertencem.

Nos olhos
Nos olhos de meu gato
Há imagens que esperam...
Há sonhos que não desvendo,
Amores que não entendo,
Encantos tantos,
Quantos!

Nos olhos de meu gato
Tem mistério que não tem fim,
Tem solidão,
Agonia, poesia,
Tristeza enfim...
Nos olhos de meu gato
O sonho se separa,
A fantasia grita,
A vida se agita,
O mundo pára...

Nos olhos de meu gato
Eu vi...
Só eu vi...
Nos olhos de meu gato...



foto: encapuzado extrovertido
poema: Cida Sousa

terça-feira, 25 de novembro de 2003

O Papalagui


"O mundo está cheio de livros preciosos que ninguém lê"
Umberto Eco

O Papalagui , discursos de Tuiavii

O estranho mundo do homem branco ( o "Papalagui") na perspectiva de um nativo da Polinésia, Tuiavii , chefe de tribo de Tiavéa, nos mares do sul.
São discursos proferidos na linguagem simples de uma alma límpida.

"De como o Papalagui cobre as carnes com inúmeros panos e esteiras."(vestuário dos homens brancos).

"Das arcas de pedra, das gretas de pedra, das ilhas de pedra e do que entre elas há." (habitação dos homens brancos).

"Do metal redondo e do papel forte." (dinheiro: moedas e notas).

"As muitas coisas tornam o Papalagui mais pobre."

"O Papalagui nunca tem tempo."

"O Papalagui tornou Deus mais pobre." (...)

"Das profissões do Papalagui e da confusão que daí resulta." (...)


Editora: Antígona.

QUIM (também conhecido...e apelidado muito carinhosamente de bandido...)


...
Mas então dizia eu, fui para a janela fazer bolinhas de sabão, soprando por um talo de mamona e ficando a observar perdidamente até se desfazerem perante o meu olhar quase extasiado...quando de repente surge uma bolinha, tipo ostrinha onde se via o arco-íris e onde estava escrito:

continua:))

segunda-feira, 24 de novembro de 2003

encapuzado extrovertido?!


domingo, 23 de novembro de 2003

...leituras...divinamente selvagens... e doces...para o "eu"...mulher...

"...Como poderia eu ter imaginação para te reconstruir na sólida delicadeza da tua fragilidade? Sandra. O amor e a morte inserem-se um no outro, deves saber. Mas eu sobrevivi e isso é uma condenação. Penso-te e o teu esplendor renasce-me no meu pensar e a minha idade retrai-se quando me apareces. E a eternidade em que se vive, mesmo se a velhice é real, restabelece-me igual a ti, que nunca envelheceste. E não me perguntes porque te escrevo, se tudo é vão. Mas há o meu desejo de te fixar na minha palavra escrita que te diz, para ficares aí com o milagre que puder. É Primavera e tudo é nítido no seu ser real. Os campos cobrem-se de relva, as flores despertam da sua hibernação, passa na aragem o perfume da vida, de tudo o que é vivo no mundo. A luz nítida demora-se no cimo dos montes e eu olho-a na sua agonia para um pouco existir no que te digo. Ou no teu nome de que não gostava muito e agora renasce em sonoridade branda quando o penso ou o escrevo ou o digo em voz alta."

Vergílio Ferreira
cartas a Sandra

Os blogs portugueses do ano

Vai haver uma selecção dos melhores blogs portugueses do ano, que está a ser organizada pelo Paulo Querido. A explicação do "evento" está aqui. Quem quiser ir lá dar opinião, sugestões, críticas, etc. contribui para o alargar e enriquecer da discussão. Já agora, sugiram mudar a designação blog (ou pior ainda, blogue ou belogue) para beluga. Isso mesmo! Quem ouve uma pessoa a falar do blog e do blogue, parece que estão a falar do buldogue.... Viva a beluga!

QUIM (também conhecido...e apelidado muito carinhosamente de bandido...)


...
Devemos olhar as cores das bolinhas, e repousar no desenho que elas formam quando estão próximo. Podemos também tentar criar esculturas com bolas de sabão. Para isso será necessário separá-las sobre uma superfície molhada, e se experimentarmos soprar uma bola dentro da outra. É tão giro! Ainda podemos colocar uma ou duas gotas de vinagre, dizem que as bolas demoram mais tempo a estourar.

continua :))

sábado, 22 de novembro de 2003

QUIM (também conhecido...e apelidado muito carinhosamente de bandido...)


...
Esta é uma brincadeira que pode ser feita a qualquer hora, e que não precisa de material muito complicado. Só se precisa de um copo de plástico, água e detergente liquido. Na falta de detergente pode-se perfeitamente usar sabão em pó. Para fazer bolinhas, hoje em dia existem vários apetrechos, mas na falta destes, pode-se utilizar um simples canudinho de refresco, mergulha-se a ponta do canudo na água de sabão e sopra-se, pode-se experimentar a velocidade com que se sopra, fazendo assim, bolinhas de diversos tamanhos.

continua :))

pensamentos extraordinários



"Deves ser verdadeiro no falar, preciso e sem exageros. Nunca atribuas más intenções a outrem, somente o seu Mestre lhe conhece os pensamentos, e bem pode estar agindo por motivos que nunca penetraram em tua mente. Se ouvires uma narrativa contra alguém, não a repitas; pode não ser verdadeira e ainda que o seja, é mais bondoso e sábio nada dizer. Reflete bem antes de falar a fim de não caires em inexatidões.



Sê verdadeiro na acção, nunca pretendas parecer senão aquilo que és, pois todo fingimento constitui um obstáculo à pura luz da verdade, que deve brilhar através de ti como a luz do Sol através de um vidro transparente.
"

Aos Pés do Mestre (Krishnamurti-Alcione)