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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Please Please Me



Há exactamente 45 anos, no dia 26 de Novembro de 1962, os Beatles gravavam este tema.

"Please Please Me" foi a primeira música dos Beatles a atingir o primeiro lugar em Inglaterra. John Lennon escreveu a música inspirado em Roy Orbison e na música de Bing Crosby, "Please" de 1932, que serviria para dar o título.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Lembrando Elis Regina



Elis Regina interpreta "O Bêbado e a Equilibrista" em 1979.

"Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do brasil.
Meu brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do brasil.
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar..."

"Choram Marias e Clarices...Chora a nossa pátria mãe gentil. Em busca de um sol maior, Elis Regina embarcou num brilhante trem azul, deixando connosco a eternidade de seu canto pelas coisas e pela gente de nossa terra. E uma imensa saudade".

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Gianna Nannini : Meravigliosa Creatura



Gianna Nannini : Meravigliosa Creatura


Vale a pena ouvir, mesmo que parcialmente, a versão acústica deste tema, retirado do álbum "Perle", de 2004, e usada recentemente na última campanha publicitária do novo FIAT BRAVO, dirigida por Matthias Zentner.


domingo, 18 de novembro de 2007

Nós e o mar



Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli

"Lá se vai mais um dia assim
E a vontade que não tenha fim este sol
É viver, ver chegar ao fim
Essa onda que cresceu, morreu ao seus pés
E olhar pro céu que é tão bonito
E olhar pra esse olhar perdido
Nesse mar azul
Uma onda nasceu, calma desceu sorrindo
Lá vem vindo
Lá se vai mais um dia assim
Nossa praia que não tem mais fim, acabou
Vai subindo uma lua assim
E a camélia que flutua nua no céu"

domingo, 28 de outubro de 2007

Lembrando Jeff Buckley



Jeff Buckley interpreta Hallelujah, um original de Leonard Cohen.

Extraordinário e inspirador.

Jeffrey Scott Buckley (Anaheim, Califórnia, 17 de novembro de 1966 - 29 de Maio 1997).

Cantor, compositor e guitarrista norte-americano. Conhecido pelos seus dotes vocais, Buckley foi considerado pelos críticos umas das mais promissoras revelações musicais da sua época. Entretanto, Buckley morreu afogado durante um mergulho no rio Wolf, afluente do Rio Mississipi, em 1997. O seu trabalho e seu estilo único continuam a ser admirados por fãs, artistas e músicos em todo o mundo.

» Saber mais sobre Jeff Buckley na wikipedia.
» Comprar no iTunes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Lembrando Jon Anderson & Vangelis




Jon & Vangelis foi um projecto musical formado pelo vocalista da banda Yes, Jon Anderson, e pelo músico grego Vangelis, nos anos 80.

O primeiro encontro de ambos terá acontecido em Londres, nos anos 70. Vangelis seria o substituto de Rick Wakeman nas teclas, o que acabaria por nunca acontecer. No entanto, Jon participou como vocalista nos álbuns de Vangelis Heaven and Hell (1975), See You Later (1980) e tocando harpa no álbum Opera Sauvage (1979).

A dupla trabalhou em conjunto de 1979 a 1991, produzindo êxitos como I Hear You Now, I'll Find My Way Home ou este Deborah. Anderson foi o autor das letras e Vangelis o compositor das músicas.

"Private Collection", de 1983, é um dos álbuns que nasceu fruto desta união. Um trabalho pessoalmente marcante que, através de "Deborah", não hesito em partilhar.

domingo, 23 de setembro de 2007

Rhapsody in Blue


"King of Jazz" (Universal Studios-1930.)
Paul Whiteman Orchestra interpretando "Rhapsody in Blue" com Roy Bargy no piano.
Bailarinos: Russell Markert Dancers e Carla Laemmle.

Foi noticiado, na última semana, que, apesar de todas as questões relacionadas com a pirataria informática, a música clássica está a inverter essa tendência e a vender mais, especialmente entre um público-alvo mais jovem.

Deixo-vos com um dos meus favoritos. George Gershwin.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Momentos Extraordinários

Pink Floyd : Pulse : The Great Gig in the Sky
Vozes: Sam Brown : Claudia Fontaine : Durga McBroom

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

CD faz hoje 25 anos!


O primeiro título comercial lançado em CD foi "The Visitors", dos ABBA, a 17 de Agosto de 1982.

outras curiosidades: http://pt.wikipedia.org/wiki/CD

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Elvis morreu há 30 anos


Interpretando Blue Christmas : "Elvis The Pelvis", apelido pelo qual ficou conhecido na década de 50 devido à sua maneira extravagante e ousada de dançar.

Elvis Aaron Presley
(East Tupelo, Mississippi, 8 de janeiro de 1935 — Memphis, Tennessee, 16 de agosto de 1977).

Elvis foi um extraordinário cantor, músico, actor e dançarino norte-americano.

"O Rei do Rock" é considerado como um dos maiores ícones da cultura popular mundial de todo o século XX e, ainda hoje, trinta anos após sua morte, é o detentor do maior número de "hits" e o que mais discos vendeu em todos os tempos, cerca de dois biliões de cópias vendidas.

Há quem diga que ainda está vivo! Sem dúvida...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Andy Warhol morreu há 20 anos

Andy Warhol come um Cheeseburger

Nasceu em 6 de Agosto de 1928, em Pittsburgh, nos E.U.A.;
morreu em 22 de Fevereiro de 1987, em Nova Iorque.

Terceiro e último filho de emigrantes da Checoslováquia, de apelido Warhola, o pai, Andrei, veio para os Estados Unidos para evitar ser recrutado pelo exército austro-húngaro, no fim da Primeira Guerra Mundial. Em 1921 a mulher, Julia, juntou-se-lhe, tendo a família ido viver para Pittsburgh. Durante essa época Andy foi atacado por uma doença do sistema nervoso central, que o tornou bastante tímido.

Estudou no liceu de Schenley onde frequentou as aulas de arte, assim como as aulas do Museu Carnegie, instituição sedeada perto do liceu. A família, com base nas poupanças, conseguiu pagar-lhe os estudos universitários no célebre Instituto de Tecnologia Carnegie, a actual Carnegie Melon University, onde teve que se se esforçar bastante, sobretudo na cadeira de Expressão, devido ao seu deficiente conhecimento do inglês, já que a mãe nunca tinha deixado de falar checo em família. Por sua vez, nas aulas artísticas, em vez de ter Andrew criava problemas, ao não aceitar seguir as regras estabelecidas.

De qualquer maneira, devido ao fim da 2.ª Guerra Mundial, foi obrigado a abandonar o Instituto no fim do primeiro ano, para dar lugar aos soldados americanos desmobilizados, a beneficiar de entrada preferencial nas Universidades americanas com a passagem da Lei de Desmobilização (GI Bill). Alguns dos seus professores defenderam a sua permanência na instituição, e pôde por isso frequentar o Curso de Verão, que lhe permitiria reinscrever-se no Outono seguinte. Os seus trabalhos nesse Curso fizeram-no ganhar um prémio do Instituto e a exposição dos seus trabalhos. Acabou a licenciatura com uma menção honrosa em desenho, indo viver para Nova Iorque em Junho de 1949, à procura de emprego como artista comercial.

Contratado pela revista Glamour, começou por desenhar sapatos, mas os primeiros desenhos apresentados tiveram de ser refeitos devido às suas claras sugestões sexuais. Passou a desenhar anúncios - actualmente ainda muito normais na publicidade de moda nos EUA - para revistas como a Vogue e a Harper's Bazaar, assim como capas de livros e cartões de agradecimento.

Em 1952 a sua mãe foi ter com ele a Nova Iorque. Entretanto tinha retirado o «A» final do seu apelido e passado a usar uma peruca branca, bem visível por cima do seu cabelo escuro. Em Junho desse ano realizou a sua primeira exposição na Hugo Gallery: «15 Desenhos baseados nos escritos de Truman Capote». A exposição foi um sucesso não só comercial como artística, que lhe permitiu viajar pela Europa e Ásia em 1956.

Em 1961 realizou a sua primeira obra em série usando as latas da sopa Campbell's como tema, continuando com as garrafas de Coca-Cola e as notas de Dólar, reproduzindo continuamente as suas obras, com diferenças entre as várias séries, tentando tornar a sua arte o mais industrial possível, usando métodos de produção em massa. Estas obras foram expostas, primeiro em Los Angeles, na Ferus Gallery, depois em Nova Iorque, na Stable Gallery. Em 1963 a sua tentativa de «viver como uma máquina» teve uma primeira aproximação com a inauguração do seu estúdio permanente - The Factory - A Fábrica.

Andy Warhol passou então a usar pessoas universalmente conhecidas, em vez de objectos de uso massificado, como fontes do seu trabalho. De Jacqueline Kennedy a Marilyn Monroe, passando por Mao Tse-tung, Che Guevara ou Elvis Presley. A técnica baseava-se em pintar grandes telas com fundos, lábios, sobrancelhas, cabelo, etc. berrantes, transferindo por serigrafia fotografias para a tela. estas obras foram um enorme sucesso, o que já não aconteceu com a sua série Death and Disaster (Morte e Desastre), que consistia em reproduções monocromáticas de desastres de automóvel brutais, assim como de uma cadeira eléctrica.

Em 1963 começou a filmar, realizando filmes experimentais, propositadamente muito simples e bastante aborrecidos, como um dos seus primeiros - Sleep (Dormir) - que se resumia à filmagem durante oito horas seguidas um homem a dormir, ou Empire (Império), que filmou o Empire State Building do nascer ao pôr do sol. Mas os filmes foram tornando-se mais sofisticados, começando a incluir som e argumento. O filme Chelsea Girls, de 1966, que mostra duas fitas lado a lado documentando a vida na Factory, foi o primeiro filme underground a ser apresentado numa sala de cinema comercial.

Para além do cinema Warhol também foi produtor do grupo de rock-and-roll Velvet Underground, que incluía naquela época Sterling Morrison, Maureen Tucker, John Cale e Lou Reed e o cantor alemão Nico. Arranjou-lhes um local para ensaiar, pagou-lhes os instrumentos musicais e deu-lhes alguma da sua aura. Para além dos discos os Velvet e Warhol produziram o espectáculo Exploding Plastic Inevitable, que utilizava a música do grupo e os filmes do artista. Os Velvet, já famosos, entraram definitivamente na história ao darem o nome à revolução checa de 17 de Novembro de 1989 que derrubou pacificamente o regime comunista - a Velvet Revolution.

Em Junho de 1968 Valerie Solanas, uma frequentadora da Factory, criadora solitária da SCUM (Society for Cutting Up Men), entrou no estúdio de Warhol e alvejou-o quase mortalmente. O pintor demorou mais de dois meses a recuperar. Quando saiu do hospital tinha perdido muita da sua popularidade junto da comunicação social. Dedicou-se então a criar a revista Interview, e a apoiar jovens artistas em início de carreira, para além de escrever livros - a sua autobiografia The Philosophy of Andy Warhol (From A to B and Back Again) foi publicada em 1975 -, e apresentar dois programas em canais de televisão por cabo. A sua pintura voltou-se para o abstraccionismo e o expressionismo, criando a série de pinturas - Oxidation (Oxidação) - que tinham como característica principal o terem recebido previamente urina sua.

Em 1987 foi operado à vesícula. A operação correu bem mas Andy Warhol morreu no dia seguinte. Era célebre há 35 anos. De facto, a sua conhecida frase: «In the future everyone will be famous for fifteen minutes» (No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos), só se aplicará no futuro, quando a produção cultural for totalmente massificada e em que a arte será distribuída por meios de produção de massa.

Fonte: Enciclopédia Britânica

» Mais sobre Andy Warhol

terça-feira, 29 de maio de 2007

O Porto Aqui Tão Perto

"Eu matar não gosto muito mas saudades é diferente."

in "O Porto Aqui Tão Perto" de Sérgio Godinho

domingo, 27 de maio de 2007

Portishead - Roads


Um dos momentos mais extraordinários do DVD dos Portishead "Roseland New York live".

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Storm.. in the morning light
I feel
No more can I say
Frozen to myself

I got nobody on my side
And surely that ain't right
And surely that ain't right

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

(INSTRUMENTAL)

How can it feel, this wrong
This moment
How can it feel, this wrong

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

sábado, 28 de abril de 2007

Num Sonho de Águas Claras

eu quero a luz em vez de sombras
de argamassas e betão
mais quero o espaço em vez do vulto
que se avulta em alicerce
e pela arte de outro traço
desenhar outra morada
em delicado e puro gesto
pela mão do criador

os meus olhos adormecem
num sonho de águas claras
se morre o peixe e o verde seca
seca o verde deste chão
no degelo de outro mundo
quando é mais amargo o ar
e mais se alaga a terra ao fundo
e mais se alonga e sobra o mar

ir ao encontro outra vez
do perfume dos limões
olhar a sombra destes prados
em carmesim de cerejas
pela frescura das laranjas
pelo sabor de tangerinas
saborear teus lábios rubros
em leves tons de framboesa
depois
descobrir
depois
um astro em pomar de cores
sombreado pelas plantas
cheio de gente feliz
feliz tanto quanto eu sou
p’lo aroma da flor dos ramos
e pela serena presença
daquela mulher que eu amo

Fausto Bordalo Dias : A Ópera Mágica do Cantor Maldito