quarta-feira, 31 de maio de 2006

'Principezinho', 60 anos a cativar novos leitores

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos." Poucos livros, na história da literatura universal, terão, como O Principezinho, acompanhado tantas gerações de leitores sem que o deslumbramento inicial jamais se quebrasse. Hino ao amor, à amizade e ao seu mistério, "a que devemos obedecer", como nos ensinou o seu autor, Antoine de Saint-Exupéry, é esse mesmo livro que vê chegado o 60.º aniversário da sua primeira edição em França. Inicialmente nas páginas da revista Elle, depois já como livro sob chancela das edições Gallimard. A sua primeiríssima edição dera-se, recorde-se, nos Estados Unidos, em 1943, três anos antes da efeméride que agora se assinala.
60 anos

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Racismo?

A seguinte cena aconteceu num voo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres. Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo. "Qual o problema, senhora?", perguntou a comissária. "Não está a ver?" ? respondeu a senhora ? "Vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira"."Por favor, acalme-se" ? disse a comissária ? "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível". A comissária afasta-se e volta alguns minutos depois. "Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe executiva. Temos apenas um lugar na primeira classe". E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: "Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe económica se sentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável". E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu: "Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..."E todos os passageiros próximos, que, estupefactos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé!


O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...

Martin Luther King

sábado, 13 de maio de 2006

Movimento de doentes cria Associação de Hipertensos de Portugal



Dia Mundial da Hipertensão assinala-se sábado


Está a ser constituída a primeira Associação de Hipertensos de Portugal através de um movimento de doentes hipertensos que todos os dias lutam contra esta doença crónica.

Esta associação é apadrinhada pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão que, em conjunto com o apoio a este movimento, é a sociedade científica responsável pelas comemorações oficiais do Dia Mundial da Hipertensão que amanhã se celebra, tendo Santarém como palco central.

A Conferência de Imprensa de apresentação do movimento cívico dinamizador da criação da Associação de Hipertensos de Portugal teve lugar esta semana na Biblioteca da Ordem dos Médicos.

MNI- Médicos na Internet

12 de Maio de 2006

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Envelhecer



Uma pessoa envelhece lentamente: primeiro envelhece o seu gosto pela vida e pelas pessoas, sabes, pouco a pouco torna-se tudo tão real, conhece o sginificado das coisas, tudo se repete tão terrível e fastidiosamente. Isso também é velhice. Quando já sabe que um corpo não é mais que um corpo. E um homem, coitado, não é mais que um homem, um ser mortal, faça o que fizer... Depois envelhece o seu corpo; nem tudo ao mesmo tempo, não, primeiro envelhecem os olhos, ou as pernas, o estômago, ou o coração. Uma pessoa envelhece assim, por partes. A seguir, de repente, começa a envelhecer a alma: porque por mais enfraquecido e decrépito que seja o corpo, a alma ainda está repleta de desejos e de recordações, busca e deleita-se, deseja o prazer. E quando acaba esse desejo de prazer, nada mais resta que as recordações, ou a vaidade; e então é que se envelhece de verdade, fatal e definitivamente. Um dia acordas e esfregas os olhos: já não sabes porque acordaste. O que o dia te traz, conheces tu com exactidão: a Primavera ou o Inverno, os cenários habituais, o tempo, a ordem da vida. Não pode acontecer nada de inesperado: não te surpreeende nem o imprevisto, nem o invulgar ou o horrível, porque conheces todas as probabilidades, tens tudo calculado, já não esperas nada, nem o bem, nem o mal... e isso é precisamente a velhice.

Sándor Márai, in 'As Velas Ardem Até ao Fim'

segunda-feira, 8 de maio de 2006

A IDADE SECRETA


óleo de pikonera

(este livro foi oferecido pelo filhote ontem...dia da mãe...)


"...E isso teria sido tudo. Mas não é tudo. Sem qualquer motivo, vamos atrasando a partida. A separação. Não temos pressa. Eu vou fugindo do passado. Ele vai ao encontro do futuro. Em certo lugar do presente há um milagre que se produz.
Hoje o milagre chama-se preguiça. Separa-nos dá-nos preguiça. Parece-nos, sem que saibamos a razão, penoso, quase impossível. Separa-nos é inevitável, mas não há pressa.
E o primeiro dia converte-se sem querer no segundo dia. E o primeiro dia não é um dia qualquer. É o primeiro. O começo de alguma coisa. Nada mais. Nada menos.


A idade secreta

Eugenia Rico

-casa das letras -

sábado, 6 de maio de 2006

Prince - 3121


"Add 3121 to the mounting pile of evidence: Prince is the black Beck. He's a whole lot sexier, no doubt, but there's more to both musicians than image. All-out weirdness for one. Edginess for another. And a fine-tuned sense of how to combine the two to create some of the decade's most vital music for a third. Prince--looking ageless in videos for the first two singles, the controversy-courting "Black Sweat" and the sauna-steeped "Te Amo Corazon"--proves fearless as ever here, folding fat slabs of disco-funk into rock, heaping measured doses of hip-hop atop soul-tinted jazz supports, and slamming Latin rhythms against old-school R&B riffs. Nothing sounds as slinky-stylish-smart. And nobody delivers quite so deliciously, especially when what they're delivering is ultimately a madcap sonic mash. The usual hype surrounding a Prince release attended this one; over the long-term, expect a few standouts within a way worth-it set to emerge. They include the danceable "Love"; the gospel-lite falsetto feast "Satisfied"; and the summer-breezy "Beautiful, Loved & Blessed"."

-Tammy La Gorce

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Saudações nostálgicas.



Para os que já passaram os 30 e ainda têm memória do (muito) que o audio-visual e literatura fez pelo nosso imaginário, eis um site muito interessante que evoca esses (gloriosos) tempos




Enid Blyton e não só...