sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

selvagem extrovertida voa em sofá digo puf pra Pasárgada...acompanhada de Manuel Bandeira...

posso estar desencantada
ter um desnorte com o puf que estava preparado para ver tv
partir o vidro da janela
não ter pachorra para trespasses
e imaginar sofás a voarem até Pasárgada
porque não eram pufs
e eu lá toda encolhidinha...até à casa do Rei


lá a existência é uma aventura
é outra civilização

tem um processo seguro

de impedir a concepção

tem telefone automático

tem alcalóide à vontade....

e como farei ginástica

andarei de bicicleta

montarei em burro brabo

subirei no pau-de-sebo

tomarei banhos de mar!

e quando estiver cansada...

deito na beira do rio

mando chamar a mãe-d'água

pra me contar as histórias

que no tempo de eu menina...

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2005

pachorras de sofás a sair pela janela em selvajarias diabolicamente envenenadas de pufs a cheirar a trincadeira

sentei no sofá
quer dizer por acaso era puf
não não sentei no sofá nem no puf
já não há pachorra para sentares de sofás atentos
ou pufs com atenção
a ouvir larachas
em ofertas de trespasses
quer dizer
já o vencedor do trespasse
também já não há pachorra - minha -
para tanta cabeça no ar


de repente todas as cabeças se tornaram brilhantes


a levantar bandeiras
a gritar mendigares



atirei o sofá pela janela


digo o puf


sentei no chão frio

e apanhei uma bebedeira de trincadeira envenenada...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

SELVAJARIAS ELEITORAIS COM VINHO TINTO À MISTURA

...não sei se sopre balões
se me afogue em bebedeira rosa
me entrega em naus com portas a despedir
ou me iluda com foguetes que só pairam no ar...


e estalam entre dedos aflitos do NÃO SABER OU ADVINHAR...