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Mais de 300 mil "crianças-soldados"
O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, ordenou que as Forças Armadas nacionais parem de recrutar menores de idade e comecem a mandar os soldados para casa.
Desde que assumiu o lugar de seu pai, assassinado em Janeiro, Joseph Kabila vem reactivando os esforços de paz. Ele afirmou que a nova política do governo consiste em parar de recrutar menores de 18 anos e deixar de enviar os que já integram as forças armadas para a linha de frente.
Esta é uma boa notícia. Mas este drama humano ameaça não ter fim.
Mais de 300 mil crianças, algumas delas com apenas sete anos, são utilizadas como crianças-soldados em 41 países no mundo, segundo um relatório internacional há dias divulgado. Tal como há 30 anos, os Governos e grupos militares, sobretudo em África e Ásia, continuam a preferir recrutar jovens adolescentes. São mais baratos, mais facilmente "descartáveis" e coagidos à obediência. Da responsabilidade duma Associação que engloba diversas organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, o relatório conclui que as crianças-soldados, além de serem utilizadas na linha da frente dos combates, são ainda usadas como "detectoras de minas", espias, correios e escravas de sexo. E, embora o número de crianças utilizadas nas guerras se tenha mantido constante nos últimos anos, o número de países onde elas são utilizadas como combatentes aumentou nos últimos 30 anos.
Infelizmente, os endémicos conflitos africanos poderão fazer disparar os números desta vergonha humana: cerca de 120 mil jovens, na sua grande maioria com idades entre os 15 e 17 anos, são actualmente utilizados como combatentes em África. Mas o relatório, o primeiro do género realizado a nível mundial, afirma peremptoriamente que existem crianças-soldados com apenas sete anos.

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