DISLEXIA
(fr.dyslexie; ing. dyslexia). Dificuldade específica da aquisição da leitur,a dislexia traduz-se pela frequência e persistência de hesitações, de incompreensões, de erros, de inversões de sílabas, de confusões de letras, de mutilações de palavras, de falhas ligadas à linguagem escrita que persistirão frequentemente, inclusive na aprendizagem da ortografia, apesar de um nível intelectual normal. Estas anomalias na aquisição dos automatismos lexicais e gráficos são, em parte,misteriosas.Ainda que numerosos autores tenham durante muito tempo atribuído especial importância às perturbações afectivas (uma maior frequência de perturbações afectivas, na maioria das vezes de tipo neurótico, verificadas nos dislécticos relativamente a populações testemunhas ou de controlo) alguns consideram que, estas perturbações afectivas existam, elas são secundárias relativamente a uma perturbação de tipo constitucional em relação à qual se poderá considerar o carácter familiar dos casos de dislexia, com maior incidência (sejam quais forem os estudos) nos rapazes e finalmente em certos trabalhos neurofisiológicos. Continua a colocar-se a questão de se saber se se trata da transmissão hereditária de uma inaptidão particular para a apreensão da leitura ou se ela corresponde a perturbações familiares mais generalizadas relacionadas com a linguagem ou com a organização cognitiva. Face a estes diferentes pontos de vista, um grande número de clínicos da actualidade tenta resolver este problema quer dividindo a dislexia em dois grupos de patogenias diferentes quer considerando-a uma perturbação plurifactorial. Na prática,a associação de uma reeducação ortofónica e de uma psicoterapia é o método terapêutico preconizado, salvo se não existir uma perturbação afectiva cuidadosamente determinada.
A. Braconnier

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